Mapa do SELVA mostra concentração elevada de partículas finas em diferentes áreas da capital na manhã desta quarta-feira (7)

Manaus amanheceu nesta quarta-feira (7) com níveis elevados de partículas finas em diferentes pontos da cidade, um dia após um incêndio de grandes proporções atingir uma área com resíduos e materiais recicláveis no Distrito Industrial 2, na zona Leste da capital. O fogo provocou uma extensa coluna de fumaça, que pôde ser vista de várias regiões de Manaus.
Dados exibidos pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), consultados por volta das 6h28, mostram uma situação bastante desigual entre os bairros. Enquanto algumas estações apresentavam índices moderados, outras registravam níveis classificados como ruins ou muito ruins.

Pontos registram níveis elevados
No mapa do SELVA, o maior valor visível era de 77 µg/m³ de PM2,5, faixa classificada como “muito ruim” na escala apresentada pelo sistema. Outros pontos registravam 72,8 µg/m³, 59,2 µg/m³, 50,7 µg/m³ e 50,2 µg/m³, indicando concentração elevada de partículas finas.
Também havia estações com registros próximos ou abaixo de 50 µg/m³, como 48,6, 46,8, 45,4, 44,6, 42,1 e 40,5 µg/m³. O mapa ainda apresentava pontos com valores considerados bons, como 24,7 e 14,8 µg/m³.
A classificação utilizada pelo SELVA considera concentrações de até 25 µg/m³ como boas; de 25 a 50 µg/m³, moderadas; de 50 a 75 µg/m³, ruins; e de 75 a 125 µg/m³, muito ruins.
Incêndio espalhou fumaça pela zona Leste
O incêndio começou na tarde de terça-feira (6), em uma área próxima à Avenida dos Oitis, no Puraquequara, onde havia grande quantidade de resíduos recicláveis e materiais da construção civil.
Segundo informações divulgadas pelo Corpo de Bombeiros, o material acumulado dificultou o combate porque o fogo avançava em profundidade. Pelo menos 16 bombeiros atuaram na ocorrência, com quatro viaturas, além de caminhões-pipa utilizados para reforçar o trabalho.
Durante a noite, equipes chegaram a utilizar retroescavadeiras para revirar os resíduos e alcançar focos que permaneciam escondidos entre as camadas de material. A preocupação também envolvia uma área de vegetação próxima ao incêndio.
Até a última atualização encontrada, as causas do incêndio ainda não haviam sido esclarecidas. Também não havia registro confirmado de vítimas.
Fumaça exige atenção
A presença de partículas finas é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a qualidade do ar. Em episódios de fumaça, o PM2,5 merece atenção porque suas partículas são pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório. A Defesa Civil do Amazonas alerta que a fumaça de incêndios pode afetar principalmente grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Apesar da proximidade temporal, os dados do SELVA não permitem afirmar, isoladamente, que os índices registrados nesta manhã sejam consequência direta do incêndio no Distrito Industrial. A qualidade do ar em Manaus também sofre influência de outras fontes de fumaça, queimadas e das condições meteorológicas.

