Ação resultou na maior apreensão de drogas do ano no estado, causando um prejuízo estimado de R$ 57 milhões ao crime organizado.

Mais de 700 quilos de cocaína foram apreendidas no Rio Solimões, nas proximidades do município de Codajás, interior do Amazonas. A ação, considerada um dos maiores golpes no narcotráfico estadual este ano, foi fruto de quase três meses de investigações e ocorreu na madrugada da última quinta (30) para a última sexta-feira (31/10).
De acordo com as autoridades, a carga de entorpecentes, avaliada em até R$ 57 milhões de acordo com a tabela do Ministério da Justiça, foi interceptada durante uma perigosa abordagem noturna.

Os suspeitos, que estavam a bordo de uma embarcação, reagiram e trocaram tiros com as equipes policiais antes de se lançarem no rio e fugirem em direção à mata. O destino dos suspeitos permanece ignorado.
Combate ao financiamento do crime

Além da droga, foram apreendidos o bote utilizado no transporte e munições calibre 5.56, de fuzil, que seriam usadas na escolta armada da carga.
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (03) para detalhar a ação, o delegado Bruno Fraga, titular da DRCO, enfatizou que o objetivo estratégico é impactar a logística e o braço financeiro das organizações criminosas.
“Essa apreensão… segue a nossa estratégia de combate e tentativa de emplacar o braço financeiro das organizações criminosas. Nós queremos, com isso, além da retirada das drogas, da retirada de armas, impactar a logística financeira para que o crime organizado se enfraqueça.”, explicou o delegado.
A operação interrompeu uma rota logística critica usada para transportar entorpecentes da região de fronteira até a capital Manaus.
As investigações, no entanto, continuam para identificar todos os envolvidos na cadeia do tráfico, desde os responsáveis pelo transporte até os financiadores da operação.

Trabalho em conjunto é destacado
Durante a coletiva, as autoridades da PMAM e PC/AM reforçaram a importância do trabalho integrado entre as diversas forças de segurança para o sucesso de ações desse porte.
As forças de segurança afirmam que manterão a pressão sobre as organizações criminosas que atuam no estado.
A operação foi deflagrada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) da Polícia Civil do Amazonas (PC/AM), com apoio crucial da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), que executou a abordagem fluvial.
Também participaram do trabalho a Delegacia Fluvial (Deflu), o Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Polícia Federal e a Base Arpão.
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