
A mãe da bebê Ayla, sequestrada em Manaus e localizada no bairro Santo Agostinho, relatou a emoção de reencontrar a filha e falou sobre o estado de saúde da recém-nascida. Segundo Márcia, a criança está bem e permanece internada em uma unidade de cuidados intermediários (UCI) para acompanhamento médico.
A mãe informou que a bebê passou por exames, incluindo raio-X, e que o boletim médico divulgado na terça-feira (11) não apontou alterações.
“Ela está bem. Fizeram o exame, raio-X, e ontem me deram um boletim informando que ela não deu nada, não alterou nada”, relatou Márcia.
A recém-nascida está sendo alimentada com fórmula por meio de uma sonda. A mãe ainda não foi autorizada a amamentar a filha. Segundo ela, a equipe médica aguarda os resultados de exames para verificar se houve alguma possível exposição a vírus durante o período em que ela esteve sob o poder da suspeita.
Márcia contou que está tomando medicamentos preventivos e aguarda a liberação médica para voltar a amamentar a filha.
“Não deixaram eu dar de mamar pela situação. Disseram que eu podia ter sido abusada e ter algum vírus. Estão esperando para ver se dá algum vírus, alguma alteração no meu exame para eu dar de mamar para ela”, explicou.
Apesar da restrição à amamentação, a mãe afirmou que tem contato frequente com a filha. Ela contou que vai até a unidade hospitalar várias vezes ao dia, pega a bebê no colo e permanece ao lado dela.
“Eu estou tendo contato com ela. Eu vou lá onde ela está internada, que ela está no UCI. Toda hora eu estou indo lá. Eu pego ela no colo e fico com ela normalmente”, disse.
Segundo Márcia, Ayla está tranquila e apresenta apenas episódios de choro relacionados à fome. A mãe explicou que a quantidade de fórmula oferecida ainda não proporciona a mesma saciedade que o leite materno.
“Ela só chora por causa do peito, porque sente fome e o tanto da fórmula que ela toma não enche. No meu peito ela mamava direto”, contou.
Reencontro
Ao falar sobre o momento em que reencontrou a filha após o sequestro, Márcia afirmou que não consegue encontrar palavras para descrever a emoção.
“Tem nem palavra”, declarou.
A bebê foi localizada na segunda-feira (10), no bairro Santo Agostinho, após ter sido sequestrada no domingo (9). Ela foi encontrada debilitada e encaminhada para uma maternidade, onde passou a receber atendimento médico.
A investigação do caso é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

