Diante da impossibilidade da reunião, o presidente optou pelo contato telefônico para tratar do avanço da PEC

Após a aprovação da PEC que altera o modelo de jornada de trabalho conhecido como escala 6×1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em contato com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agradecer pela condução da votação.
O telefonema aconteceu nesta quinta-feira (28), poucas horas depois da proposta ser aprovada em dois turnos no plenário da Câmara, com apoio de mais de 400 parlamentares.
Lula destaca articulação política no Congresso
Durante a conversa, Lula avaliou que a ampla votação favorável mostrou a capacidade de articulação entre governo, partidos de centro e setores da oposição em torno de pautas consideradas prioritárias. Segundo interlocutores, o presidente ressaltou que o entendimento político foi essencial para viabilizar o avanço da proposta na Câmara.
O petista também teria reforçado junto à bancada do PT a importância de manter os acordos construídos com Hugo Motta para garantir uma transição gradual da redução da jornada semanal de trabalho.
Encontro presencial foi substituído por ligação
Inicialmente, Lula pretendia discutir o tema presencialmente com o presidente da Câmara. No entanto, o encontro acabou não acontecendo devido à viagem de Hugo Motta para Portugal. O deputado participará de um evento jurídico e político que reúne autoridades brasileiras e integrantes do Judiciário.
Diante da impossibilidade da reunião, o presidente optou pelo contato telefônico para tratar do avanço da PEC.
Governo agora mira votação no Senado
Com a aprovação concluída na Câmara, o foco do Palácio do Planalto passa a ser o Senado Federal. Nos bastidores, o governo tenta convencer o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar a proposta nos próximos meses. Apesar disso, interlocutores apontam resistência do senador em acelerar a tramitação da matéria.
A PEC do fim da escala 6×1 se tornou uma das principais pautas trabalhistas em debate no Congresso Nacional em 2026.
A aprovação da PEC movimentou setores políticos, empresariais e sindicatos em todo o país. Defensores da proposta argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, enquanto críticos alertam para possíveis impactos econômicos e operacionais em diversos setores da economia.

