
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25/07) que qualquer pessoa ou país que tentar interferir nas eleições brasileiras “vai apanhar muito”. A declaração foi feita durante a convenção que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.
Em discurso no evento, Lula afirmou que o Brasil é um país soberano e que o futuro da nação será decidido pelos próprios eleitores. Segundo o presidente, nenhuma interferência externa será aceita durante o processo eleitoral.
“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, declarou.
Negativa de visto a funcionários dos EUA
A fala ocorre um dia após o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de entrada para dois funcionários dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao Brasil. Segundo reportagem publicada pelo jornal americano The Washington Post, a comitiva teria intenção de questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
“O Brasil quer paz”, diz presidente
Durante o discurso, Lula reforçou que o país mantém relações diplomáticas com outras nações, mas defendeu que decisões internas sejam tomadas pelos brasileiros.
“O aviso está dado. O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor, o Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar”, afirmou.
O presidente também citou ações do governo na área ambiental e disse que o Brasil tem reconhecimento internacional por suas políticas de preservação. Lula voltou a criticar qualquer tentativa de participação estrangeira no processo eleitoral.
“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições”, disse.
Tensões com os Estados Unidos
Na sexta-feira (24/07), Lula já havia defendido o aumento de investimentos na área de defesa para garantir a soberania nacional. As declarações ocorrem em meio a tensões diplomáticas com os Estados Unidos, após novas medidas comerciais envolvendo produtos brasileiros.

