
Pesquisa nacional da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, contratada pelo Banco BTG Pactual S.A. mostra o presidente Lula com vantagem no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (31), foi realizado entre sexta-feira (28) e domingo (30) de agosto, com 2.005 eleitores de 16 anos ou mais em todas as 27 unidades da Federação, e também aponta Augusto Cury com 11% no principal cenário estimulado.
No Cenário 1, sem Pablo Marçal, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro, enquanto Augusto Cury chega a 11% e fica isolado na terceira posição. Ronaldo Caiado tem 5%, Renan Santos 3%, e Romeu Zema e Samara aparecem com 1% cada, enquanto 3% dizem que não votarão, votarão em branco ou nulo e outros 3% permanecem indecisos.
No Cenário 2, com a inclusão de Pablo Marçal entre os nomes apresentados aos entrevistados, Lula registra 37% e Flávio Bolsonaro, 31%, enquanto Augusto Cury mantém os 11%. Caiado passa a 6%, Pablo Marçal e Renan Santos têm 3% cada, Romeu Zema marca 2% e Samara, 1%, enquanto os demais percentuais correspondem às respostas de voto branco, nulo ou indecisão.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula aparece com 37% e Flávio Bolsonaro com 30%. Augusto Cury registra 8%, enquanto Caiado tem 2%, Renan Santos 2% e Zema 1%; brancos e nulos somam 6% e 13% dos entrevistados não sabem ou não respondem.
A série histórica apresentada pela Nexus mostra que o percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea caiu de 30% em março de 2026 para 13% em agosto, indicando uma redução do contingente que ainda não havia definido sua escolha. O levantamento, portanto, registra um eleitorado mais definido do que nas rodadas anteriores, embora os resultados apresentem diferenças importantes conforme o cenário e o perfil dos entrevistados. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08900/2026.

Empate entre Lula e Flávio marca segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 46% e o senador com 45%. Como a margem de erro geral da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença de um ponto configura empate técnico, enquanto 8% afirmam que votariam branco ou nulo e 1% não sabe ou não responde.
A série histórica desse confronto mostra uma redução da vantagem de Lula desde junho, quando o presidente aparecia com 49% contra 43% de Flávio Bolsonaro. Nas rodadas seguintes, a distância diminuiu até chegar ao resultado atual de 46% a 45%.
Nos demais confrontos testados, Lula também aparece numericamente à frente, mas com diferentes níveis de competitividade. Contra Ronaldo Caiado, marca 45% contra 44%; diante de Romeu Zema, registra 46% contra 41%; e contra Renan Santos, tem 47% contra 38%.
A pesquisa também mostra que os votos dos candidatos alternativos podem se deslocar majoritariamente para Flávio em um eventual segundo turno. Entre os eleitores de Renan Santos, 69% dizem migrar para Flávio e 12% para Lula; entre os de Zema, são 51% e 31%, respectivamente, enquanto os eleitores de Caiado se dividem em 46% para Flávio e 27% para Lula.
Entre os eleitores de Augusto Cury, 50% declaram voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto 23% afirmam escolher Lula. No levantamento, 22% de todo o eleitorado dizem votar motivados exclusivamente pela rejeição ao adversário e, no confronto entre Lula e Flávio, 35% dos eleitores do senador afirmam votar nele apenas para derrotar Lula, contra 13% dos eleitores de Lula que dizem votar no presidente somente para derrotar Flávio.
A pesquisa foi realizada por telefone pelo método CATI (Computer Assisted Telephone Interviewing), com entrevistas conduzidas por pesquisadores e respostas registradas em sistema informatizado. A amostra foi distribuída proporcionalmente ao eleitorado das 27 unidades da Federação e calibrada por sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD, tendo como referências dados da PNAD Contínua do IBGE e estatísticas do TSE de junho de 2026.
A Nexus informa margem de erro geral de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Para segmentos específicos, porém, a margem é maior: os recortes do Sul e do Norte/Centro-Oeste chegam a ±6 pontos percentuais, enquanto o segmento evangélico tem margem de ±4 pontos percentuais, segundo o relatório.


