
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quarta-feira (27), em Iranduba, um pacote de investimentos federais superior a R$ 8 bilhões para o Amazonas. Os recursos serão destinados a obras de infraestrutura, ampliação do setor elétrico, logística hidroviária, indústria naval e pesquisa científica na Amazônia.
A cerimônia ocorreu no Estaleiro Juruá e reuniu ministros, parlamentares e representantes da Petrobras e do governo federal. Entre os principais anúncios está a assinatura de ordens de serviço para obras na BR-319, incluindo melhorias no Trecho do Meio e substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto.
Segundo o Ministério dos Transportes, os investimentos imediatos na rodovia somam R$ 381,4 milhões, mas a previsão federal é aplicar cerca de R$ 1,5 bilhão na recuperação da BR-319. O ministro George Santoro afirmou que os novos lotes de obras devem começar ainda em junho.

Energia e logística concentram maiores investimentos
O maior volume de recursos anunciados durante a agenda ficou concentrado no setor elétrico. O governo federal confirmou R$ 3,3 bilhões para modernização da rede de energia do Amazonas, expansão do programa Luz Para Todos e construção de novas subestações no estado.
Do total, R$ 785,9 milhões serão destinados ao atendimento de comunidades rurais e áreas remotas em 86 municípios amazonenses. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os investimentos buscam ampliar o acesso à energia e melhorar a qualidade do serviço no interior.
A Petrobras também anunciou novos aportes no Polo de Urucu e na indústria naval amazonense. A presidente da estatal, Magda Chambriard, informou que a companhia pretende ampliar a produção de gás e petróleo na região, além de expandir contratos para construção de embarcações no Amazonas.
Outro destaque da agenda foi o projeto do novo Terminal Hidroviário Manaus Moderna, que deve receber aproximadamente R$ 876 milhões do Novo PAC. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também confirmou a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para pesquisas e projetos voltados às cadeias produtivas regionais, como açaí, pescado e cacau.

