Grupo com mais de 1,4 milhão de seguidores é investigado por divulgar apostas ilegais e movimentar R$ 260 milhões

Uma operação da Polícia Civil prendeu oito pessoas, sendo sete influenciadores digitais, suspeitos de envolvimento em um esquema de divulgação de apostas ilegais conhecido como “jogo do tigrinho”. A investigação aponta que o grupo teria movimentado cerca de R$ 260 milhões em dois anos.
Além das prisões, outras três pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão. Juntos, os investigados acumulam mais de 1,4 milhão de seguidores nas redes sociais.
Como funcionava o esquema
Segundo a polícia, os influenciadores utilizavam a visibilidade online para atrair vítimas, promovendo plataformas de apostas com promessas de ganhos fáceis.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a atuação era organizada e estratégica, com grande alcance nas redes sociais.
Também foram determinadas medidas como:
bloqueio de contas bancárias (até R$ 68 milhões)
sequestro de bens móveis e imóveis
apreensão de celulares e equipamentos eletrônicos
Quem são os principais investigados
Entre os presos e alvos da operação estão nomes conhecidos nas redes:
Patrik Adhan dos Santos Ribeiro – o mais seguido, com mais de 600 mil seguidores
Laís Ramos Gomes da Silva – cerca de 179 mil seguidores
Raniely Silva Carvalho – responsável por portal de notícias local
Adrielly Vivianny Araújo de Jesus – conteúdo de moda e estilo de vida
Amanda Lourenço Faria – foco em maternidade e moda
Gildázio Cardoso – humor e lifestyle
Vitória Reis da Silva – conteúdo fitness e cotidiano
Além deles, o marido de Adrielly Araújo também foi preso, e outros nomes seguem sob investigação.
Outros alvos
A polícia também cumpriu mandados contra:
influenciadora conhecida como Vick Paixão
uma esteticista
um empresário do setor automotivo
O que dizem as defesas
Alguns investigados negam envolvimento no esquema. A defesa de Raniely Carvalho, por exemplo, afirmou que ela é inocente e sempre atuou de forma transparente.
Outros advogados informaram que aguardam acesso ao processo, que corre sob sigilo, antes de se manifestarem.
Investigação continua
A Justiça autorizou apreensão de diversos materiais e segue analisando provas para aprofundar o caso, que envolve suspeitas de:
lavagem de dinheiro
crimes contra o consumidor
promoção de jogos ilegais
A Polícia Civil aponta que o esquema tinha alto potencial de atingir um grande número de vítimas em todo o país.

