
O incêndio que atingiu uma área de vegetação e descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, em Manaus, continua nesta quarta-feira (7). O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6), na Avenida Puraquequara, e voltou a se intensificar durante a noite após ter sido controlado inicialmente.
Na manhã desta quarta, ainda havia focos de fogo no terreno, que fica próximo à fábrica Carboquímica da Amazônia. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mantém equipes no endereço para controlar as chamas.
Quatro viaturas e 16 militares estão envolvidos na ocorrência. O trabalho começou na tarde de terça-feira e seguiu durante a noite e a madrugada.
Quando o incêndio se aproximou da fábrica, brigadistas da empresa também atuaram para impedir que o fogo chegasse às instalações. O fogo chegou a ser controlado, mas voltou a se espalhar horas depois.
A área atingida é utilizada como lixão privado e, segundo informações repassadas às autoridades, possui restos de produtos químicos. A causa do incêndio ainda não foi informada.
Fumaça altera qualidade do ar em Manaus
A fumaça provocada pelo incêndio também aparece nos registros de qualidade do ar na capital. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), indicaram, às 6h20, condições moderadas e ruins em diferentes pontos da cidade.
Dos locais monitorados, 11 apresentavam qualidade do ar moderada e três estavam na classificação ruim.
Morro da Liberdade, Compensa e a região de Nossa Senhora das Graças estavam entre os pontos com qualidade do ar considerada ruim. Na região de Nossa Senhora das Graças, foi registrada concentração de 74,3 µg/m³.
Segundo a escala do Selva, o ar é considerado de boa qualidade quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse limite, os níveis passam por classificações que vão de moderada a péssima.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a causa do incêndio, a extensão da área atingida, feridos ou danos às estruturas próximas.

