Pré-candidato do Novo afirmou que postura do senador “compromete” discurso da direita contra o PT.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens e supostos áudios envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o financiamento do filme “Dark Horse”, produção sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Zema afirmou que ficou indignado com o conteúdo divulgado e criticou a postura do parlamentar.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa”, declarou Zema.
Caso provoca desgaste entre aliados da direita
A declaração chamou atenção porque, até recentemente, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro mantinham relação política próxima e eram apontados nos bastidores como possíveis aliados para a disputa presidencial de 2026.
Em abril, os dois chegaram a aparecer juntos em vídeo publicado nas redes sociais, em clima descontraído, levantando especulações sobre uma eventual composição eleitoral.
Durante a manifestação desta quarta-feira, Zema também afirmou que o Brasil precisa de credibilidade para enfrentar seus problemas políticos e econômicos.
Áudios envolvem suposto financiamento de filme
Segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil, mensagens e documentos indicam que cerca de US$ 10,6 milhões — aproximadamente R$ 61 milhões — teriam sido destinados ao financiamento do projeto cinematográfico “Dark Horse”.
A produção retrata bastidores da campanha presidencial de 2018 e episódios marcantes da trajetória política de Jair Bolsonaro.
Os diálogos divulgados apontariam cobranças relacionadas a pagamentos para continuidade do projeto audiovisual.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades
Em nota divulgada à imprensa, Flávio Bolsonaro afirmou que não houve ilegalidade e declarou que o contato com Daniel Vorcaro ocorreu para buscar patrocínio privado para uma produção privada.
“Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem”, afirmou o senador.
Flávio também declarou apoio à instalação de uma CPI para investigar o Banco Master e disse que as relações citadas são diferentes das que classificou como “relações espúrias” envolvendo integrantes do governo federal.
Outros nomes da direita também reagiram
O episódio ampliou a tensão entre grupos da direita e provocou manifestações de outros pré-candidatos ao Palácio do Planalto.
O dirigente do MBL, Renan Santos, também comentou o caso e afirmou que as denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro eram previsíveis para quem acompanha o cenário político nacional.
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, evitou comentar o assunto ao ser questionado por jornalistas durante agenda pública

