Propaganda eleitoral começa em 28 de agosto e coloca à prova as estratégias dos candidatos ao governo estadual

A propaganda gratuita no rádio e na televisão começa em 28 de agosto e pode alterar a dinâmica da eleição ao Governo do Amazonas. O horário eleitoral permite às campanhas apresentar propostas e construir suas narrativas, alcançando também eleitores menos presentes nas redes sociais.
No Amazonas, o rádio mantém importância pela extensão territorial do Estado e pelas diferenças de acesso à internet entre Manaus e o interior. A presença do meio em comunidades urbanas e rurais amplia o alcance das mensagens das campanhas.
A propaganda será exibida até 1º de outubro. Além dos programas em bloco, as emissoras terão inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação. Segundo o TSE, serão destinados diariamente 70 minutos a essas inserções, considerando todas as disputas.
Distribuição do tempo exige estratégias diferentes
Omar Aziz (PSD) terá 3 minutos e 33 segundos de exposição. O tempo decorre da composição partidária de sua coligação, que reúne PSD, MDB, Republicanos e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Roberto Cidade (União) terá 2 minutos e 28 segundos. Candidato à reeleição, poderá utilizar o espaço para apresentar ações de sua gestão e suas propostas para um novo mandato.
Maria do Carmo Seffair (PL) contará com 1 minuto e 47 segundos. O tempo poderá ser utilizado para apresentar suas propostas e ampliar o alcance da candidatura para além das redes sociais.
David Almeida (Avante) terá 45 segundos. O ex-prefeito de Manaus precisará concentrar as mensagens e integrar o conteúdo da propaganda às inserções e às redes sociais.
Isael Munduruku (Rede) terá 25 segundos, o que exige uma comunicação mais objetiva. Os tempos foram definidos após o plano de mídia elaborado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas.
TV e redes sociais cumprem funções diferentes
O horário eleitoral não determina sozinho o resultado da eleição, mas pode influenciar a forma como os candidatos apresentam propostas e se posicionam diante dos eleitores.
Enquanto as redes sociais permitem conteúdos mais segmentados e interações rápidas, a televisão oferece espaço para uma apresentação mais estruturada das candidaturas.
O tempo maior, porém, não garante vantagem eleitoral. O impacto da propaganda dependerá da capacidade de cada campanha de transmitir mensagens claras e relacionadas às principais demandas do eleitorado, como saúde, segurança, emprego, infraestrutura e desenvolvimento do interior.
No Amazonas, a campanha deverá combinar televisão, rádio, redes sociais, alianças políticas e mobilização nos municípios.


