O delegado afirmou a mulher grávida, companheira de um dos suspeitos, residia no imóvel onde o entorpecente estava armazenado

A mulher grávida investigada por envolvimento na operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, foi presa na manhã dessa terça-feira (28), após decisão da Justiça. A medida atendeu a um recurso apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que contestou a concessão da prisão domiciliar.

A suspeita, irmã de Mayara Silva da Silva (também envolvida no caso), havia sido beneficiada com a prisão domiciliar durante a audiência de custódia, sob a justificativa de gravidez de risco. No entanto, o MPAM argumentou que a gravidade dos fatos e a apreensão de quase uma tonelada de drogas durante a operação justificavam a manutenção da prisão preventiva em unidade prisional.
Considerada Foragida
Após a nova decisão judicial, equipes da Polícia Civil realizaram diligências para cumprir o mandado, mas inicialmente a investigada não foi localizada e passou a ser considerada foragida da Justiça. Posteriormente, ela foi presa e reconduzida ao sistema prisional, onde permanecerá enquanto o processo segue em andamento.

O caso está relacionado à operação realizada na última sexta-feira (24), em Manaus, quando policiais civis abordaram ocupantes de veículos suspeitos. Durante a ação, o investigador Luciano Carvalho de Sena foi atingido por disparos no pescoço e no braço. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu após dar entrada em uma unidade hospitalar.
Envolvimento

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, a droga apreendida na ocorrência estava dentro de uma residência localizada em um condomínio de luxo. O delegado afirmou a mulher grávida, companheira de um dos suspeitos, residia no imóvel onde o entorpecente estava armazenado. “Todo esse entorpecente estava dentro da casa em que ela residia. Na casa havia ainda alguns brinquedos, bicicleta, carrinhos. Uma criança convivia naquele ambiente”, declarou.

Conforme o delegado-geral, o imóvel guardava grande quantidade de drogas que seria distribuída para abastecer o tráfico e outros crimes violentos. Ele também citou que o suspeito investigado levava uma vida de luxo, com veículos e outros bens que, segundo a investigação, seriam provenientes da atividade criminosa.

