A crise no fornecimento de energia também afeta o trânsito

A Grande São Paulo amanheceu, nesta quinta-feira (11/12), ainda com mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia elétrica, sendo pouco mais de 1 milhão apenas na capital. Os dados são da Enel, concessionária responsável por São Paulo e outras 23 cidades da região metropolitana. Na quarta-feira, o total de clientes no escuro chegou a superar 2 milhões.
A crise no fornecimento de energia também afeta o trânsito. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 235 semáforos permanecem apagados por falta de energia, outros 20 apresentam falhas e 5 operam no modo amarelo piscante.
O apagão também prejudica o abastecimento de água em diversos bairros. Todos os parques municipais seguem fechados durante a manhã, enquanto a reabertura parcial ao longo do dia será avaliada caso a caso.
Os problemas são consequência dos ventos extremamente fortes registrados na quarta-feira (10), que chegaram a 98,1 km/h na região da Lapa, na Zona Oeste, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). A Defesa Civil confirmou ao g1 que as rajadas foram provocadas pelo ciclone extratropical formado no Sul do país, cujos efeitos atingiram a capital e toda a região metropolitana.
A prefeitura contabiliza 231 quedas de árvores na cidade. Até a noite de quarta, 182 ocorrências já haviam sido atendidas, mas outras 40 ainda dependiam de suporte da Enel para liberação das equipes municipais.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou, em entrevista à GloboNews, que acionará a Aneel e a Justiça para que medidas sejam tomadas em relação ao contrato da prefeitura com a Enel, uma postura similar à adotada após os apagões registrados desde novembro de 2023.
Com informações do G1

