Governador do Amazonas citou dados do Inpe e pediu que o Ministério do Meio Ambiente proponha lei mais dura contra financiadores de queimadas

Ogovernador do Amazonas, Roberto Cidade, revelou nesta quinta-feira (24/9), durante inspeção ao combate a um incêndio no distrito de Cacau-Pirêra, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, que pediu ajuda do Governo Federal para conter as queimadas responsáveis pela fumaça que cobre o céu de Manaus há três dias.
Cidade também pediu o engajamento da bancada federal no objetivo de reduzir o problema, com apoio dos órgãos federais com os quais mantém interlocução direta em Brasília.
Focos de incêndio batem recorde em setembro
Citando dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Cidade afirmou que já foram registrados mais de três mil focos de incêndio no Estado em setembro, número recorde impulsionado pela seca dos rios e pelas altas temperaturas associadas ao fenômeno El Niño. O total é 249% superior ao registrado em setembro do ano passado.
Na quarta-feira (23), quando a fumaça sobre Manaus se intensificou, o governador também recorreu ao Governo Federal para pedir que o Ministério do Meio Ambiente encaminhe ao Congresso Nacional um projeto de lei que endureça a criminalização de quem financia e de quem promove queimadas neste período do ano.
Amazonas entre estados com áreas prioritárias mapeadas
No dia 4, o Ministério do Meio Ambiente divulgou que o Amazonas foi uma das 17 unidades federativas que informaram suas áreas prioritárias para ações de prevenção e combate a incêndios florestais, o que inclui acesso a recursos do programa PrevFogo e a recursos humanos formados pelas brigadas nacionais de combate a incêndio.
O MMA não detalhou quais foram essas áreas prioritárias. Tradicionalmente, ao longo da gestão do ex-governador Wilson Lima (União Brasil), as ações prioritárias indicadas eram centradas no combate ao fogo na região Sul do Amazonas, sobretudo nos municípios do chamado arco do desmatamento.
A fumaça que chega a Manaus, pelo menos nos dias desta semana, tem origem em queimadas de vegetação em municípios da Região Metropolitana, como Autazes, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba e Manacapuru, além de áreas ao longo da rodovia AM-352, que liga Manacapuru a Novo Airão.

