
A 22ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, 11, coloca o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, mas aponta uma disputa mais apertada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, com 2.004 entrevistas presenciais e margem de erro de dois pontos percentuais, indica polarização consolidada e redução da vantagem no confronto direto.
O cenário mostra um embate centralizado entre os dois principais polos políticos do país: o petismo e o bolsonarismo. Na intenção de voto espontânea, 65% dos entrevistados se declaram indecisos. Ainda assim, Lula aparece com 19%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 10%, enquanto outros nomes não alcançam dois dígitos. O dado revela concentração inicial das preferências nos dois campos mais identificados com a atual polarização.
Nos cenários estimulados, Lula varia entre 35% e 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. Outros pré-candidatos da direita, como Ratinho Júnior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), registram até 8% e 4%, respectivamente. Os números indicam, com isso que Flávio se consolida como principal representante da oposição.

Segundo turno concentra tensão eleitoral
Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados, mas o menor intervalo ocorre justamente contra Flávio Bolsonaro. O placar projetado é de 43% para Lula contra 38% para o senador, diferença de cinco pontos percentuais. Trata-se da disputa mais equilibrada entre todos os cenários apresentados.
Contra outros nomes da direita, a vantagem de Lula se amplia. Diante de Ratinho Júnior, o resultado é 43% a 35%; contra Ronaldo Caiado, 42% a 32%; frente a Romeu Zema, 43% a 32%; e contra Eduardo Leite, 42% a 28%. O confronto com Flávio é o único que mantém margem dentro de um intervalo mais estreito.
A pesquisa também aponta que 69% da população sabem que Jair Bolsonaro apoia a candidatura do filho. Sobre essa indicação, 44% consideram que o ex-presidente acertou, enquanto 42% avaliam que foi um erro. Entre os que discordam da escolha, há dispersão sobre quem deveria representar o campo oposicionista.

Influência de Bolsonaro e embate de rejeições
O peso político de Jair Bolsonaro (PL) segue relevante no processo eleitoral. Segundo o levantamento, 22% afirmam que votariam em qualquer candidato indicado por ele, e 25% considerariam a indicação, embora não como único fator decisivo. Por outro lado, 49% dizem que não votariam de jeito nenhum em um nome apoiado pelo ex-presidente.
O componente emocional também aparece dividido. Cerca de 44% dizem ter mais medo do retorno da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% afirmam temer mais a continuidade do governo Lula. O dado sugere um ambiente de disputa marcado por receios equivalentes entre os dois polos.
Apesar da liderança, Lula enfrenta resistência significativa à continuidade do mandato. De acordo com a pesquisa, 57% afirmam que ele não merece ser reeleito, enquanto 55% acreditam que o país está indo na direção errada. O cenário combina vantagem eleitoral com teto de crescimento em meio a um ambiente político fortemente polarizado.

