Elenco passou por seis meses de ensaios intensos até a apresentação

Com um espetáculo que uniu tecnologia, tradição e mensagem ambiental, a Ciranda Flor Matizada encerrou a 27ª edição do Festival de Cirandas de Manacapuru na noite de domingo (31) com uma apresentação grandiosa que promete marcar época.
Sob o tema “Amazônia: Sonho e Luta Cirandeira”, a agremiação lilás e branca transformou o Parque do Ingá em um palco de cores, movimentos e inovações visuais.
A apresentação começou com uma viagem simbólica: uma caravela partiu do Nordeste em direção à Amazônia, numa alusão às origens e à resistência cultural.

Nascimento da Flor Matizada
No cordão de entrada, o nascimento da Flor Matizada, roubada diante da destruição da floresta, deu início a uma jornada épica protagonizada pelos personagens Antônio e Benta, em busca dos poderes necessários para resgatar a tradição e a natureza.
Com direito a alegorias gigantes, efeitos de LED, hologramas e a aparição de figuras do imaginário amazônico como a Caipora, o Curupira e o Pajé, o espetáculo emocionou o público presente.
Um dos momentos mais aguardados da apresentação da Flor Matizada foi o surgimento do cordão principal debaixo das asas de uma borboleta gigante, conduzindo crianças e adultos em uma coreografia que tomou toda a arena.

Seis meses de ensaios
Wallace Martins, puxador da Matizada há 22 anos, resumiu a emoção: “Foram seis meses de ensaios intensos para duas horas e meia de espetáculo. A Matizada veio grandiosa, como sempre”.
Já a Cirandeira Bela da Flor Matizada, interpretada por Ellen Juliana, destacou a energia da torcida: “O coração foi a mil. A responsabilidade é enorme, mas a Família Matizada não nos deixa faltar força”.
Alexandre Queiroz, presidente da agremiação, reforçou que o projeto foi construído “por várias mãos” ao longo de meses. “Viemos com 160 cirandeiros, a maior ciranda. Estamos humildes, mas confiantes no título”, afirmou.

A apuração das notas do festival ocorre nesta segunda-feira (1º), a partir das 14h, no Parque do Ingá. Resta saber se a ousadia tecnológica e narrativa da Flor Matizada conquistará não apenas o público, mas também os jurados.

