
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (8) que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, estaria articulando para tornar inelegível o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A declaração foi dada durante entrevista à CNN Brasil, após Eduardo confirmar que pretende disputar uma vaga ao Senado como suplente de André do Prado, mesmo residindo atualmente nos Estados Unidos.
Segundo Flávio, Moraes não deveria atuar em processos relacionados ao irmão, que está vivendo em um exílio autoimposto no exterior. O senador afirmou que uma eventual tentativa de inviabilizar a candidatura de Eduardo seria prejudicial para a democracia.
Eduardo Bolsonaro enfrenta riscos jurídicos
Uma possível candidatura de Eduardo Bolsonaro enfrenta questionamentos jurídicos. O ex-deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara dos Deputados e também responde a um processo no STF, relatado por Alexandre de Moraes.
Na ação, Eduardo é acusado do crime de coação no curso do processo relacionado à investigação sobre a trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Eduardo teria atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e tentar interferir no andamento do processo envolvendo o pai.
A acusação aponta ainda que ele teria buscado apoio do governo norte-americano para adoção de medidas como sanções e tarifas contra o Brasil em reação ao julgamento.
PL articula candidaturas em Santa Catarina
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro também comentou a movimentação política do Partido Liberal (PL) em Santa Catarina visando as próximas eleições.
O senador confirmou que estará em Florianópolis neste sábado (9) para participar do lançamento da pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado.
Segundo Flávio, o governador Jorginho Mello disputará a reeleição, enquanto Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carolina de Toni formarão a chapa ao Senado pelo partido.
Mudança de Carlos Bolsonaro gerou tensão no PL catarinense
A transferência do domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina gerou desconforto entre lideranças locais da direita catarinense. O movimento causou reações dentro do partido e levantou discussões sobre a composição da chapa estadual.
Entre os nomes que demonstraram insatisfação está a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo.
O episódio também impactou a articulação envolvendo o senador Esperidião Amin, que inicialmente teria apoio do grupo bolsonarista, mas acabou fora da composição após a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa.
Nos últimos dias, integrantes do PL-SC afirmaram que Carlos procurou Campagnolo para pedir desculpas pelos conflitos anteriores e defender unidade política contra a esquerda.

