Defesa afirma que parentes só têm acesso a detalhes pela imprensa

A família de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para obter acesso ao inquérito que apura sua morte. O relatório final da investigação foi encaminhado pela Polícia Federal à Corte, mas, segundo os familiares, o conteúdo ainda não foi disponibilizado à defesa.
Reclamação por falta de acesso
De acordo com o advogado Vicente Salgueiro, representante da família, os parentes têm tomado conhecimento dos desdobramentos do caso apenas por meio da imprensa. A defesa afirma que tenta acessar os autos desde o início das investigações e reforçou o pedido após a conclusão do inquérito.
O argumento é de que, com o encerramento das apurações, não haveria mais justificativa para restringir o acesso às informações.
Morte sob custódia
Mourão morreu em Belo Horizonte após ser preso pela Polícia Federal. Segundo o relatório final, foram analisadas imagens da cela e colhidos depoimentos de testemunhas.
A investigação concluiu que não houve homicídio ou tentativa de encobrir provas. A perícia apontou que o próprio investigado tentou tirar a própria vida, com a morte cerebral sendo confirmada dias depois.
Contexto do caso
A morte gerou repercussão por ocorrer enquanto Mourão estava sob custódia do Estado e por seu papel em investigações relacionadas ao chamado caso do Banco Master.
De acordo com a Polícia Federal, ele atuava como líder de um grupo informal conhecido como “A Turma”, que seria responsável por monitorar e pressionar adversários do empresário Daniel Vorcaro.
As apurações indicam que Mourão coordenava ações de vigilância e coleta de informações sobre alvos considerados rivais ou críticos do banqueiro.
Com a conclusão do inquérito, o caso é considerado encerrado do ponto de vista investigativo. Ainda assim, a família aguarda uma decisão do STF sobre o acesso aos autos, na tentativa de entender os detalhes dos últimos momentos de vida do investigado.

