A medida foi tomada sob a alegação de que o agente teria utilizado o sistema de imigração de forma inadequada.

Um delegado da Polícia Federal brasileira que atuava em cooperação com autoridades norte-americanas foi obrigado a deixar os Estados Unidos após decisão do governo do então presidente Donald Trump. A medida foi tomada sob a alegação de que o agente teria utilizado o sistema de imigração de forma inadequada.
Segundo autoridades americanas, o servidor teria tentado contornar procedimentos formais de extradição e ampliar, em território dos EUA, ações com motivação política.
Ligação com a detenção de Alexandre Ramagem
O delegado esteve diretamente envolvido no episódio que resultou na detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem, ocorrida na Flórida. O político foi abordado por agentes do serviço de imigração após suspeitas relacionadas à documentação.
Durante a checagem, foi constatada a invalidação de seu passaporte diplomático, o que levou à sua retenção por dois dias em uma unidade do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE). Posteriormente, ele foi liberado.
Governo americano fala em uso indevido do sistema migratório
Em nota divulgada pela embaixada dos Estados Unidos no Brasil, o governo norte-americano afirmou que não permitirá que estrangeiros utilizem mecanismos migratórios para burlar regras legais.
A comunicação destacou que qualquer tentativa de interferir em processos formais, como pedidos de extradição, será tratada com rigor. A decisão incluiu a determinação imediata de saída do delegado do território americano.
Identificação do delegado e reação das autoridades
Veículos de imprensa apontaram que o agente seria Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em cooperação com o ICE. A informação teria sido confirmada por fontes diplomáticas.
Até o momento, o Itamaraty não comentou o caso, enquanto a Polícia Federal informou não ter sido oficialmente notificada sobre a expulsão.
Situação de Ramagem e desdobramentos
Alexandre Ramagem segue nos Estados Unidos, onde afirma aguardar análise de pedido de asilo político. Ele contesta a versão oficial sobre sua detenção e nega irregularidades migratórias.
O ex-parlamentar é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo deixado o país antes do trânsito em julgado do processo.
O episódio adiciona tensão à cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos em temas de segurança e justiça. A expulsão de um agente brasileiro em missão no exterior é considerada uma medida rara e pode gerar repercussões institucionais.

