Deputada divulgou nome do parlamentar amazonense nas redes sociais após assinatura de proposta

A deputada federal Érika Hilton expôs nas redes sociais o deputado amazonense Fausto Jr. após ele assinar uma emenda apresentada na Câmara dos Deputados que pode adiar por dez anos o fim da escala 6×1 no Brasil.
A publicação feita por Érika no X, antigo Twitter, rapidamente ganhou repercussão em páginas locais e provocou forte reação de internautas contra o parlamentar do Amazonas.
“O deputado do Amazonas que assinou a proposta pra impedir o fim da escala 6×1 por 10 anos e criar jornadas de trabalho de 52 horas semanais foi Fausto Jr., UNIÃO BRASIL”, escreveu a deputada.
A emenda integra as discussões da PEC 221/2019, proposta que trata da redução da jornada de trabalho no país. Caso o texto seja aprovado, as mudanças só passariam a valer a partir de 2036.
Reação nas redes sociais ampliou pressão sobre parlamentar
Após a publicação de Érika Hilton, diversos seguidores passaram a criticar Fausto Jr. nos comentários da postagem.
“Fausto Jr você está maluco? Tu está ficando inútil cada vez mais. 10 anos? Toma vergonha nessa sua cara, nem seus eleitores querem isso”, escreveu um internauta.
Outro usuário fez alerta direcionado aos trabalhadores amazonenses. “Trabalhadores do Amazonas fiquem atentos”, comentou, citando o cenário político e eleitoral.
A repercussão aumentou o debate sobre o posicionamento dos deputados federais em relação ao fim da escala 6×1, tema que ganhou força nas redes sociais e em movimentos ligados aos direitos trabalhistas.
Alberto Neto também assinou emenda
Apesar de Fausto Jr. ter sido o principal alvo da publicação de Érika Hilton, ele não foi o único deputado do Amazonas a apoiar a proposta.
O deputado federal Capitão Alberto Neto também assinou a emenda apresentada pelo deputado Tião Medeiros.
Ao todo, 171 parlamentares apoiaram o texto protocolado na comissão especial da Câmara responsável por analisar alterações na jornada de trabalho dos brasileiros
Proposta adia mudança por uma década
A emenda altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece jornada máxima de oito horas diárias e 40 horas semanais.
No entanto, o texto cria uma trava para aplicação imediata da mudança.
O ponto mais criticado está no artigo 3º, que determina que a emenda constitucional só entre em vigor dez anos após sua publicação oficial.
Na prática, caso a proposta seja aprovada sem alterações, o fim da escala 6×1 só começaria a produzir efeitos a partir de 2036.

