CBJJ e IBJJF repudiam condutas atribuídas a Melqui Galvão e reforçam compromisso com segurança de atletas

A Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu e a International Brazilian Jiu-Jitsu Federation anunciaram o banimento definitivo do professor Melqui Galvão após denúncias de crimes sexuais contra adolescentes. As entidades afirmaram que as condutas atribuídas ao treinador violam princípios éticos fundamentais do esporte.
Posicionamento das entidades
Em nota oficial, as organizações manifestaram “profunda indignação” diante dos fatos divulgados e classificaram as ações como inaceitáveis. Segundo o posicionamento, Melqui Galvão não poderá mais participar de eventos ou atividades promovidas pelas entidades.
As instituições também destacaram que repudiam qualquer comportamento que comprometa a integridade de praticantes, especialmente quando envolve crianças e adolescentes.
Incentivo à denúncia
As entidades ressaltaram ainda a importância das denúncias feitas por vítimas e atletas, apontando que a exposição dos casos pode encorajar outras pessoas a relatar situações semelhantes.
“A CBJJ e a IBJJF esclarecem que todos os casos de abuso serão tratados com rigor”, diz trecho da nota, que também reforça o compromisso com ambientes seguros e éticos no esporte.
Relembre o caso
Melqui Galvão, de 47 anos, foi preso em Manaus por suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra adolescentes. Ele é conhecido no meio esportivo como treinador e também atua como investigador da Polícia Civil do Amazonas.
A prisão foi determinada pela Justiça de São Paulo, com mandado temporário de 30 dias. O caso envolve denúncias de ao menos três vítimas, incluindo uma adolescente de 17 anos. Parte das investigações aponta que os supostos crimes teriam ocorrido em ambiente de confiança entre professor e alunas.
Um dos elementos analisados pelas autoridades é um áudio atribuído ao investigado, no qual ele supostamente tenta evitar que o caso avance, mencionando inclusive compensação financeira.
Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado no interior paulista. Até o momento, a defesa não se manifestou.
O caso segue em investigação e pode resultar em novas medidas judiciais.

