Suspeito era procurado pela Justiça desde o crime ocorrido no dia de Natal, na zona Norte da capital amazonense; Caso segue em investigação;

O empresário Diogo Marcel Dill, de 34 anos, conhecido como “Gaúcho”, suspeito de matar o borracheiro Sidney da Silva Pereira, de 36 anos, se apresentou à polícia na manhã deste domingo (28), na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus. Ele estava acompanhado do advogado Igor Maia e optou por permanecer em silêncio durante o depoimento.
Diogo era procurado desde que a Justiça do Amazonas decretou sua prisão preventiva no último sábado (27).
O caso ganhou ampla repercussão após a decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que havia determinado, na última sexta-feira (26), a prisão temporária do suspeito por 30 dias. Até então, ele era considerado foragido.
Sobre o Caso
O fato ocorreu na manhã do dia 25 de dezembro, na Avenida Camapuã, no bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus, onde a vítima residia e mantinha uma borracharia.
De acordo com informações da Polícia Civil, a confusão teria começado após Sidney colocar uma música em volume alto em uma caixa de som, o que teria incomodado o vizinho.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, responsável pelas investigações, o suspeito teria ido até o local e exigido que o volume fosse reduzido.
A vítima diminuiu o som, mas a situação evoluiu para uma discussão. Durante o desentendimento, o suspeito desferiu diversos golpes de faca contra Sidney.
O borracheiro ainda chegou a ser socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos. Em outra versão relatada por familiares à polícia, Sidney teria sido atingido durante a discussão e morreu no próprio local.
Sobre o Mandado de Prisão
O mandado de prisão temporária foi expedido pelo juiz Marcelo Cruz de Oliveira, da Central de Plantão Criminal do TJAM.
Além da prisão, a Polícia Civil solicitou medidas como busca e apreensão em endereços ligados ao empresário e a quebra de sigilo telefônico, mas os pedidos foram negados pelo magistrado, que entendeu não haver comprovação concreta da necessidade das medidas naquele momento.
Com a apresentação voluntária de Diogo Marcel Dill, a Polícia Civil informou que dará continuidade às investigações para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias que levaram à morte de Sidney da Silva Pereira.
O suspeito permanece à disposição da Justiça.

