Senador destaca investimentos federais em Parintins e reafirma alinhamento com o governo petista.

O senador Eduardo Braga (MDB) criticou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e destacou as ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado do Amazonas. As declarações ocorreram neste sábado (18), durante coletiva de imprensa no município de Parintins.
Durante a entrevista, Eduardo Braga foi questionado sobre sua experiência em atuar sob dois governos federais distintos: o de Jair Bolsonaro, eleito em 2018, e o de Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022, do qual o senador faz parte da base de apoio.
Ao lado do senador Omar Aziz (PSD), do prefeito de Parintins, Mateus Assayag (PSD), e dos deputados Pauderney Avelino (União Brasil) e Saullo Viana (União Brasil), Braga elogiou os investimentos federais no Amazonas e ressaltou o papel do atual governo nas obras e programas voltados ao estado.
“Se não fosse o Lula, nós não tínhamos o Linhão de Parintins. Se não fosse o Lula, nós não tínhamos o Luz para Todos. Se não fosse o Lula, nós não tínhamos o Minha Casa Minha Vida. Se não fosse o Lula, nós não tínhamos o IFAM aqui em Parintins. Se não fosse o Lula, o UFAM também não estaria em Parintins”, afirmou o senador em resposta à imprensa.
Ele também fez uma comparação entre as duas gestões, dizendo que a diferença era “como a do azeite por vinagre”. Em seguida, listou as ações do governo Lula em investimentos no Amazonas e concluiu o discurso afirmando que se trata de uma “diferença que não dá para comparar”.
Agenda
Ainda neste sábado (18), os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga chegaram a Parintins por volta das 8h30 para cumprir agenda oficial na sede do município e na zona rural.
Acompanhados pelo prefeito Mateus Assayag e pela vice-prefeita Vanessa Gonçalves, os parlamentares concederam entrevista coletiva no Aeroporto Júlio Belém, onde detalharam as ações e o cronograma de atividades previstas para o fim de semana.
Divisão
O MDB atravessa um momento de indefinição nacional sobre a eleição presidencial de 2026. Enquanto algumas alas, sobretudo no Nordeste, defendem o apoio a Lula, outras optam por manter neutralidade, buscando fortalecer a eleição de deputados federais e alianças em nível estadual.
Embora a direção nacional do MDB ainda não tenha definido apoio para a eleição presidencial de 2026, Eduardo Braga, líder do partido no Senado, sinalizou que deve manter seu alinhamento político com o presidente Lula no Amazonas.
Atualmente, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, informou que a decisão sobre o apoio será tomada em convenção partidária. O partido poderá optar entre a reeleição de Lula (PT), uma eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) ou, ainda, lançar um nome próprio à disputa pelo Palácio do Planalto.

