Encontro promovido por Maria do Carmo Seffair e Alberto Neto reuniu lideranças e candidatos do PL no auditório Dulcila’s, na Ponta Negra

Ocandidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou propostas voltadas à segurança pública, aos programas sociais e à juventude durante encontro com apoiadores em Manaus, nesta sexta-feira (11/9). O evento foi promovido pela candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair, e pelo candidato ao Senado, Alberto Neto, no auditório Dulcila’s, na Ponta Negra, zona Oeste da capital.
No palanque ao lado de Flávio, estavam o candidato a vice-governador Coronel Anibal, Capitão Carpê, Coronel Rosses, Delegado Péricles, Alfredo Nascimento, Raiff Matos, Débora Menezes, Delegado Pablo e outros candidatos do PL.
Endurecimento das penas e combate ao crime organizado
Ao abordar a segurança pública, Flávio prometeu endurecer as punições para crimes patrimoniais. “No meu governo, ladrão de celular vai ficar, no mínimo, oito anos preso”, declarou. O candidato também afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas em presídios e intensificar o enfrentamento às organizações criminosas.
Flávio citou o avanço de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias em diferentes regiões do país. “Esses narcoterroristas não vão ter vida fácil. Eu quero avisar a cada um desses marginais: a partir de janeiro do ano que vem, ou vocês vão ser presos, ou vocês vão ser neutralizados pelas nossas polícias”, afirmou.
Segundo o presidenciável, um eventual governo buscará recuperar áreas controladas por facções criminosas. “A gente vai conquistar cada metro de território que eles estão tomando do Estado. Acabou a palhaçada”, disse diante dos apoiadores.
Manutenção do Bolsa Família
Em outro momento do discurso, o candidato garantiu a continuidade do Bolsa Família. “Você que recebe Bolsa Família, está garantido o seu Bolsa Família. Ninguém vai tocar no seu Bolsa Família”, assegurou. Flávio, porém, defendeu que o pagamento do benefício seja acompanhado por políticas de educação, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo.
“Não adianta dar o Bolsa Família para você, virar as costas, ir embora e falar: ‘Se vira’. Isso não tem que ser a última coisa que o presidente faz por você”, declarou. Na sequência, acrescentou: “Você vai se qualificar, vai se preparar para ter empregos com melhores salários ou para abrir o próprio negócio.”
Flávio também prometeu garantir o retorno ao programa social caso o beneficiário perca a renda durante esse processo. “Estou pensando que, se perder o emprego, você vai poder voltar para o Bolsa Família”, afirmou. Ele atribuiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro o aumento do benefício para R$ 600 e criticou a perda do poder de compra da população. “O Bolsa Família era cerca de R$ 400, e Bolsonaro passou para R$ 600. Agora, o trabalhador recebe R$ 600 e vai ao mercado: consegue comprar as mesmas coisas que comprava antes?”, questionou.


