
O senador e candidato à reeleição Eduardo Braga (MDB-AM) saiu em defesa da Âmbar Energia, responsável pela distribuição de energia elétrica no Amazonas. Ao declarar bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador declarou possuir 9.800 ações JBSS32 e da JBS N.V., avaliadas em R$ 749.980,77. A JBS integra o Grupo J&F, que também controla a Âmbar. A empresa vem sendo alvo de críticas de moradores e comerciantes de Manaus sobre interrupções no fornecimento, oscilações de tensão e prejuízos provocados por danos a equipamentos.
Em entrevista ao portal Radar Amazônico, Braga atribuiu os problemas atuais às condições deixadas pela antiga concessionária do serviço no Estado. Ao comentar as críticas direcionadas à Âmbar, o senador declarou: “O que nós estamos vivendo hoje, sabe, tem culpa, nome e sobrenome: Orsine Oliveira. Roubou a Amazonas Energia. Arrebentou a Amazonas Energia. Agora chegou a Âmbar, mal molhou o bico, aí, tá todo mundo jogando a culpa na Âmbar e não lembrando o que o Orsine Oliveira fez durante oito anos”.
Segundo as informações apresentadas pelo próprio parlamentar, as 9.800 ações estão relacionadas à JBS, por meio de papéis JBSS32 e da JBS N.V., e somam R$ 749.980,77. Os JBSS32 são Brazilian Depositary Receipts (BDRs) da JBS N.V., empresa global do grupo com sede na Holanda, enquanto a companhia também possui ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE) e na B3.
Reclamações sobre a rede elétrica
A relação entre as empresas ocorre porque a JBS e a Âmbar Energia fazem parte do Grupo J&F, controlado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. A Âmbar comprou a Amazonas Energia e assumiu a distribuição de energia elétrica no Estado depois de um período de dificuldades financeiras e operacionais enfrentadas pela antiga concessionária por mais de 20 anos.
Enquanto Braga atribui parte dos problemas atuais à situação herdada pela Âmbar, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar a regularidade da substituição de antigos cabos de energia por novos condutores de alumínio realizada pela empresa em Manaus. A investigação foi aberta após reclamações de consumidores sobre prejuízos, oscilações, interrupções no fornecimento e até incêndios.
O MPAM apura se os novos cabos são adequados às condições locais e quais efeitos a substituição pode produzir sobre a segurança, qualidade, eficiência e continuidade do serviço. A Promotoria também investiga possíveis impactos sobre a tarifa e a medição do consumo, além do cumprimento do dever de informar os consumidores e da regularidade das autorizações, homologações e fiscalizações relacionadas às obras

