A esposa da vítima, Bruna, relatou que William estava dentro do bar quando percebeu a discussão

O comerciante William Kramer Oliveira, de 32 anos, morreu após ser baleado durante uma ocorrência registrada na noite de quarta-feira (15), no Conjunto João Paulo, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.
Segundo familiares e testemunhas, o policial militar envolvido no caso estaria discutindo com a esposa em frente ao bar de William. Ao ouvir os gritos da mulher, o comerciante teria saído do estabelecimento para tentar separar a situação.
A esposa da vítima, Bruna, relatou que William estava dentro do bar quando percebeu a discussão. Segundo ela, o marido decidiu intervir por ter o costume de tentar evitar conflitos.
“Meu esposo estava dentro do nosso estabelecimento bebendo com um amigo dele. Não estava funcionando o bar ontem. Aí ele escutou os gritos de uma mulher na rua e falou: ‘mano, bora ver o que é’. Quando ele foi lá, era a mulher gritando dizendo que ele estava querendo bater nela”, contou.
Ainda conforme o relato de Bruna, William tentou conversar com o homem para impedir a suposta agressão, mas acabou sendo baleado.

“Meu marido tinha uma ação de querer se apaziguar das brigas dos outros. Ele não gostava de briga. Aí ele pegou e foi lá: ‘por que o senhor está querendo bater nela?’. E aí ele falou: ‘vai querer testar meu revólver? Vai mexer com a autoridade?’”, afirmou.
De acordo com a esposa da vítima, após os primeiros disparos, William tentou entrar no estabelecimento para se proteger. Ela afirma que o policial teria retornado ao local e efetuado novos tiros.
“Ele já tinha dado tiro nele. O amigo dele puxou ele para dentro e conseguiu fechar o portão. Aí ele voltou, abriu o portão e deu mais tiros. Foram cinco tiros no total no meu esposo”, disse Bruna.
A mulher também afirmou que o comerciante chegou a ser levado com vida para uma unidade de saúde. “Meu marido chegou com vida no hospital. Ele estava respirando, estava falando comigo. Ele disse: ‘amor, eu estou ficando com falta de ar’”, relatou.
Bruna ainda declarou que o marido era trabalhador e não possuía envolvimento com crimes. “Meu marido não mexia com ninguém. Todo mundo conhecia ele. Ele nunca teve ficha suja. Ele era um homem trabalhador”, afirmou.
O caso será investigado pelas autoridades competentes para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e a atuação do policial militar envolvido.

