
O combate aos incêndios florestais no Amazonas ganhou reforço nesta segunda-feira (12), com a entrada em operação de dois aviões militares KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB). As aeronaves estão na Base Aérea de Manaus e integram a mobilização federal para enfrentar os focos de fogo no estado.
A programação operacional prevê três missões aéreas ao longo do dia, com cerca de duas horas de duração cada. A primeira partida estava prevista para as 9h, no horário de Brasília, condicionada à existência de condições meteorológicas adequadas.
Um dos cargueiros foi destinado ao lançamento de água ou de retardante químico sobre as áreas atingidas. Para essa função, o avião utiliza o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS), equipamento instalado no interior da aeronave que permite despejar grandes volumes de líquido durante o voo. O segundo KC-390 dará suporte logístico, levando materiais e equipamentos necessários às operações.

A mobilização ocorre num cenário em que a fumaça tem condicionado o trabalho das equipas aéreas. No domingo (11), as condições de visibilidade impediram o início dos sobrevoos no horário inicialmente esperado. As atividades avançaram quando o tempo permitiu a realização das missões.
O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, está em Manaus para acompanhar as ações. Segundo o ministro, a execução dos voos depende das condições de segurança e visibilidade, com as equipas preparadas para atuar sempre que houver condições favoráveis.
A resposta federal inclui 11 aeronaves, entre aviões de combate direto ao fogo e helicópteros utilizados no reconhecimento das áreas afetadas. O dispositivo conta ainda com cerca de 290 brigadistas do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Força Nacional.

Arte da fumaça que aparece nas imagens também encobre o estado do Pará e avança em direção ao Amazonas (Foto: Divulgação)
Profissionais enviados de São Paulo também foram mobilizados para reforçar as equipas que já trabalham no terreno. A atuação conjunta combina operações aéreas, identificação de focos e intervenção direta dos brigadistas.
A permanência dos meios mobilizados no Amazonas deverá prolongar-se enquanto houver necessidade de combate aos incêndios, segundo as informações divulgadas pelo Governo Federal.

