As investigações apontam suspeitas de que Wagner teria recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões

O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara, se posicionou a favor do afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado nesta quinta-feira (18/6). Wagner se tornou alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
As investigações apontam suspeitas de que Wagner teria recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento em Salvador e R$ 3,5 milhões, em troca de atuação política no Congresso. O senador nega as acusações.
Em publicação nas redes sociais, Rogério Correia afirmou que a presunção de inocência deve ser respeitada, mas avaliou que Jaques Wagner deveria deixar temporariamente o cargo para se dedicar à defesa.
“Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar a sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas”, afirmou o parlamentar.
Apesar da pressão, o senador declarou que permanecerá na liderança do governo caso não seja retirado da função pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Wagner, Lula telefonou para manifestar solidariedade e reafirmar confiança em sua conduta.
Jaques Wagner também afirmou que os dólares apreendidos pela Polícia Federal são provenientes de diárias recebidas do Senado em viagens internacionais e negou qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro ou atuação em favor do Banco Master no Congresso.
Com informações do G1

