A senadora acionou a PGR para proibir o influenciador Paulo Figueiredo de se comunicar publicamente via redes sociais e outros meios.

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MT) reagiu, nessa segunda-feira (29/6), aos ataques considerados misóginos do influenciador Paulo Figueiredo, que, para atacar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), disse que “mulher vota muito mal”.
Em publicação nas redes parlamentar disse que Figueiredo “defeca pela boca” e anunciou que oficializou um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) o proíba de se “comunicar publicamente via redes sociais e outros meios de comunicação”.
A resposta da senadora veio após Figueiredo publicar, na última quinta-feira (25/6), um vídeo em que critica Michelle Bolsonaro e diz que “mulheres votam mal” nas eleições.
Em uma publicação no X, Thronicke saiu em defesa Michelle e destacou que “independente de quem seja a mulher atacada, se mexeu com uma, mexeu com todas”. A parlamentar ainda afirmou que a violência de gênero ultrapassa a “figura da ofensa” a atinge a todas as mulheres.

Ideia feminista e marxista
O principal aliado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e também atua como apoiador e articulador de contatos do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no governo Donald Trump.
Em seu programa semanal, o influenciador criticou a atuação do PL Mulher e a atitude da ex-primeira-dama, pelo vídeo em que diz que foi “humilhada” por Flávio. Para ele, a publicação de Michelle Bolsonaro atrapalha a pré-candidatura de Flávio, que “vai mal” com o eleitorado feminino.
Figueiredo também afirmou que a inclusão feminina é uma ideia “feminista”, “marxista” e “completamente incompatível com o movimento da direita”. Segundo ele, a “mulher vota estatisticamente muito mal, principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas tendem a acompanhar o voto do marido”.

