
Uma decisão assinada de novembro de 2025 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) registra que o senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), sua esposa Nejmi Aziz e outros integrantes da família Aziz foram atingidos por medidas de sequestro e indisponibilidade de bens no âmbito da Operação Vertex, desdobramento da Operação Maus Caminhos.
Os bloqueios e sequestros de bens decretados em 2019 deram origem a uma extensa batalha judicial que se arrastou por anos. A decisão que determinou a indisponibilidade patrimonial dos investigados foi contestada por meio da Apelação Criminal nº 1016787-61.2019.4.01.3200, apresentada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O documento trata de recursos apresentados pelos investigados contra as medidas patrimoniais determinadas durante a investigação. Entre os apelantes estão Omar Aziz, Nejmi Aziz, Manssur Muhammad Abdel Aziz, Johara Jomaa Abdel Aziz, Murad Abdel Aziz e Amin Abdel Aziz Neto.
Segundo a decisão, a Operação Vertex apurava uma suposta organização criminosa relacionada a suspeitas de peculato, lavagem de capitais e corrupção, envolvendo supostos desvios de recursos públicos destinados à saúde do Amazonas e contratos firmados pelo Instituto Novos Caminhos (INC) com o Governo do Amazonas.

Omar Aziz contestou bloqueio de R$ 5,7 milhões
No recurso apresentado em 2025, a defesa de Omar Aziz questionou a medida de sequestro e indisponibilidade de bens
Segundo o documento, a defesa alegou ausência de individualização da conduta atribuída ao senador. Também sustentou que a medida teria ultrapassado o limite estabelecido na decisão original.
O valor indicado no recurso como limite para o bloqueio e a indisponibilidade de bens de Omar Aziz era de R$ 5.764.752,79. A defesa alegou que esse parâmetro teria sido ultrapassado com o bloqueio de valores e/ou bens.
O pedido era para que as medidas fossem levantadas ou, alternativamente, readequadas ao valor necessário para o cumprimento da decisão.

