Afastamento temporário é a opção mais citada para os dois ministros, enquanto impeachment tem apoio maior no caso de Alexandre de Moraes

A maioria dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha defende algum tipo de afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo pesquisa divulgada neste sábado (12).
No caso de Moraes, 34% dos entrevistados defendem o afastamento temporário, enquanto 28% apoiam um processo de impeachment. Já em relação a Mendonça, 37% preferem o afastamento temporário, e 12% defendem o impeachment.
Os números foram divulgados em meio à crise envolvendo o STF, as investigações relacionadas ao Banco Master e a troca de acusações entre ministros da Corte.
Moraes tem maior apoio ao impeachment
A pesquisa perguntou aos entrevistados o que deveria acontecer com Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Além dos 28% que defendem o impeachment e dos 34% que apoiam o afastamento temporário, 13% afirmam que o ministro deveria renunciar ao cargo.
Outros 7% dizem que nada deveria acontecer porque não houve erro nas mensagens divulgadas. Já 5% entendem que não há motivo para punição porque o vazamento das conversas teria ocorrido de forma ilegal.
O levantamento ainda aponta que 13% dos entrevistados não souberam responder ou se declararam indecisos.
Somadas, as opções de impeachment, afastamento temporário e renúncia chegam a 75% das respostas sobre Moraes.
Afastamento temporário lidera no caso de Mendonça
Em relação a André Mendonça, relator do caso Banco Master, o afastamento temporário também aparece como a alternativa mais citada, com 37% de apoio.
O impeachment é defendido por 12% dos entrevistados, enquanto 11% afirmam que o ministro deveria renunciar ao cargo.
Por outro lado, 25% consideram que Mendonça não cometeu nenhuma ilegalidade em sua atuação. Outros 16% não souberam responder ou se declararam indecisos.
A pesquisa mostra, portanto, que a parcela dos entrevistados que não vê irregularidades na atuação de Mendonça é maior do que a registrada no caso de Moraes.


