No início deste mês, a senadora revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. Essas declarações, inclusive, vieram de aliados de Jair Bolsonaro.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) vai deixar a equipe do presidenciável do PL às eleições de outubro, o senador Flávio Bolsonaro. A decisão, comunicada hoje em entrevista ao jornal O Globo, ocorreu em meio à repercussão da carta escrita sábado (10/7) por Jair Bolsonaro em reforço às pretensões eleitorais do seu filho Flávio.
No comunicado, lido por Flávio Bolsonaro em suas redes sociais, o ex-presidente Jair defende que sua base deixe de lado “as possíveis diferenças” em prol do apoio ao nome do PL.
Esse pedido de superação de diferenças na equipe de Flávio tem como pano de fundo o rompimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com seu enteado Flávio, acusado por ela de traição no episódio de formação de palanque do PL no Ceará, estado em que a legenda vai marchar em apoio ao pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) ao governo estadual.
Quanto à saída de Damares Alves na equipe de apoio a Flávio, a ex-ministra de Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro vai desfalcar a elaboração do plano de gestão do pré-candidato do PL à presidência.
No início deste mês, a senadora revelou ter sido alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. Essas declarações, inclusive, vieram de aliados de Jair Bolsonaro. Um deles, o empresário bolsonarista Paulo Figueiredo chegou a chamar de “militante feminista” a ex-ministra de Jair Bolsonaro.
Republicanos independente de Flávio
Partido de Damares Alves, o Republicanos publicou ontem uma nota oficial em nega apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e que tenha negociado a garantia de que Marcos Pereira, presidente da legenda, seria indicado a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo de Flávio.
A alegação de que o apoio a Flávio ocorreria mediante indicação de Pereira ao STF foi publicada pela Coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último sábado. A vaga aberta para o STF seria para preencher a cadeira atualmente comandada pelo ministro Luiz Fux, que vai se aposentar em 2028.

