Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos reagiram ao fim do debate da TV Globo, anunciado a três dias do primeiro turno, após decisões judiciais sobre o formato do programa

Os candidatos à Presidência da República Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) criticaram o cancelamento do debate da TV Globo, anunciado nesta quinta-feira (1º/10), a três dias do primeiro turno das eleições.
A emissora atribuiu a decisão à “insegurança jurídica” provocada por determinações judiciais recebidas poucas horas antes do programa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a exibição do púlpito vazio destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e perguntas dirigidas ao candidato ausente. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos. Flávio Bolsonaro (PL) também desistiu do encontro.
Caiado fala em “atentado à democracia”
Em publicação nas redes sociais, Ronaldo Caiado afirmou que “o Brasil inteiro perdeu” e classificou o episódio como um “atentado à democracia”. O candidato responsabilizou Lula e acusou o Judiciário de ter contribuído para retirar dos eleitores a oportunidade de comparar propostas.
Zema diz que democracia foi prejudicada
Romeu Zema declarou que o país e a democracia foram prejudicados. Em outra postagem, escreveu que “enquanto o mafioso tiver a caneta, não existe democracia que se sustente”. A assessoria do candidato considerou as decisões judiciais um desrespeito aos brasileiros.
Renan Santos contesta justificativas e desafia Flávio
Renan Santos publicou um vídeo para contestar as justificativas apresentadas para o cancelamento. O candidato havia sido incluído por decisão do STF e, após a suspensão do programa, desafiou Flávio Bolsonaro a participar de um debate fora da emissora.


