Protestos iniciados em setembro se espalharam pela França contra a falta de investimentos na educação pública.

Segundo o Ministério do Interior, 266 mil pessoas participaram dos atos em diferentes cidades, sendo 56 mil em Paris. Os organizadores estimaram um público de até 450 mil manifestantes.
Falta de professores iniciou mobilização
A crise começou em 21 de setembro, quando estudantes de uma escola de Créteil, na periferia da capital, protestaram contra a falta de professores. Em poucos dias, o movimento alcançou outras regiões e passou a reunir alunos do ensino médio, universitários, professores, pais e sindicatos.
As reivindicações incluem contratação de profissionais, substituição de docentes ausentes, redução das turmas superlotadas e reformas nos prédios escolares. Os estudantes também criticam as longas jornadas de aulas e o Parcoursup, sistema de acesso ao ensino superior que consideram estressante e desigual.
Desigualdades alimentam insatisfação
Os manifestantes afirmam que anos de redução de pessoal e investimentos insuficientes aprofundaram as diferenças entre escolas centrais e instituições das periferias. Mais de 70% das turmas do ensino médio público francês têm acima de 30 alunos, enquanto 20% ultrapassam 35 estudantes.
Há ainda reclamações sobre salas sem mobiliário adequado, infiltrações, presença de ratos e falta de climatização em períodos de calor intenso. Para os estudantes, essas condições prejudicam principalmente os jovens de áreas mais pobres e reduzem suas oportunidades de acesso ao ensino superior.

