Pesquisadora recomenda uso de máscara em ambientes fechados.

Boletim da Fiocruz alerta para aumento de hospitalizações por gripe e vírus respiratórios
O novo boletim semanal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (9), aponta um crescimento nas hospitalizações por influenza em várias regiões do país. Em alguns estados do Norte, Centro-Sul e no Ceará, os níveis de contaminação já são considerados moderados a altos, atingindo pessoas de todas as idades — de jovens a idosos.
Além disso, o boletim InfoGripe chama a atenção para o aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até 2 anos, especialmente por infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que está se espalhando em diferentes regiões do Brasil.
De acordo com os dados mais recentes, 13 dos 27 estados brasileiros estão em nível de alerta, risco ou alto risco para a SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo. São eles: Amapá, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
Há sinais de desaceleração nos casos de SRAG por VSR em crianças, especialmente no Centro-Oeste, onde a alta começou no fim de fevereiro. A tendência também aparece em alguns estados das regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Mesmo assim, segundo a pesquisadora Tatiana Portella, “a incidência permanece elevada”.
Covid-19 e influenza continuam preocupando idosos
Apesar da baixa circulação da Covid-19 (Sars-CoV-2), o vírus segue sendo a principal causa de mortes por SRAG entre idosos nas últimas semanas, seguido pela influenza A. Em relação às crianças menores de 2 anos, há sinais de estabilização ou queda nos casos. Já entre jovens, adultos e idosos, os números continuam subindo.
Recomendações
A pesquisadora reforça a importância do uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde. Em caso de sintomas gripais, o ideal é permanecer em casa. Se não for possível, a recomendação é usar máscara ao sair.
“Também pedimos que as pessoas dos grupos prioritários que ainda não se vacinaram contra a influenza A procurem se vacinar o quanto antes”, conclui Tatiana.

