Mortes ocorreram em diferentes operações da Rota em SP, em busca de envolvidos no atentado ao tenente Ronickson Pimentel, irmão de Eloá

Ao menos 6 suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, já foram mortos desde o início das investigações do caso, em 27 de junho, em São Paulo.
O caso mais recente aconteceu na noite da última sexta-feira (10), durante uma operação da Rota em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista. Márcio dos Santos Ferreira, conhecido como “Tetão”, é apontado como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e foi localizado após uma denúncia anônima.
Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi baleado após uma intensa troca de tiros com os agentes e chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Márcio teria sido o responsável pelos carros e armas usados no ataque.
As outras 5 mortes também ocorreram durante diferentes ações da tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo em busca de envolvidos no caso. Três suspeitos foram presos durante as diligências, dentre eles, o irmão de Márcio, Carlos Roberto Ferreira, e Marcelo de Jesus, o “Nego Zum”, apontado como o piloto da moto onde estava o atirador, identificado como Hércules Costa Siqueira, o “Golias” ou “Peruca“.
Considerado foragido, “Golias” foi incluído na lista da Interpol, a polícia internacional. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e prisão de Hércules.
O crime
Ronickson Pimentel foi atacado enquanto trafegava de motocicleta pela Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Segundo a Polícia Militar, dois homens em outra motocicleta se aproximaram e efetuaram os disparos. De acordo com o registro da ocorrência, o tenente foi atingido na cabeça.
O militar segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. Segundo boletim divulgado pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque, na última quinta-feira (9), o PM passou por uma traqueostomia, está estável e apresenta evolução clínica dentro do esperado.
Tragédia com a irmã
Ronickson é irmão de Eloá Cristina Pimentel, uma adolescente de 15 anos que foi mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008, em Santo André, no ABC Paulista.
Na época, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu o apartamento onde Eloá estava com amigos fazendo um trabalho escolar. Armado, ele manteve quatro adolescentes reféns. Dois deles foram liberados, enquanto Eloá e sua amiga Nayara Rodrigues permaneceram sob o domínio do sequestrador.
Após mais de quatro dias de impasse, equipes do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e da Tropa de Choque da Polícia Militar invadiram o imóvel. Durante a ação, Lindemberg disparou contra as duas jovens. Nayara foi atingida no rosto, mas sobreviveu. Já Eloá foi baleada na cabeça e na virilha, sendo levada em estado grave ao Centro Hospitalar de Santo André, onde morreu horas depois.
Lindemberg foi denunciado por 12 crimes, incluindo homicídio duplamente qualificado, tentativas de homicídio, cárcere privado e disparos de arma de fogo. Em 2012, foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Posteriormente, a pena foi reduzida para pouco mais de 39 anos após decisão da Justiça que afastou a continuidade delitiva em parte dos crimes.
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