Entidade que representa empresas do setor articula ação na Justiça para tentar suspender os efeitos da medida provisória que proibiu as apostas on-line no Brasil

AAssociação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa empresas do setor de apostas on-line, decidiu romper um acordo de cooperação voltado ao combate à manipulação de resultados esportivos no Brasil. A entidade também articula, junto a empresas e outras organizações do setor, uma ação coletiva na Justiça para tentar suspender os efeitos da medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (25).
A associação informou no sábado (26) que notificou a Sportradar, empresa responsável por fornecer dois cursos destinados a agentes e autoridades envolvidos no monitoramento e na prevenção de tentativas de manipulação de resultados em partidas esportivas.
O acordo entre a ANJL e a empresa havia sido firmado em fevereiro deste ano e fazia parte de uma parceria anterior, estabelecida com o Ministério do Esporte em setembro de 2025.
Segundo a associação, os cursos disponibilizados abordavam temas como riscos relacionados às apostas, monitoramento e detecção de irregularidades, regras e regulamentos do setor e canais para denúncias.
Em comunicado, o presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou que a interrupção da parceria é uma das consequências da medida provisória que suspendeu a atividade das bets no país.
Associação alerta para apostas clandestinas
A ANJL também argumenta que a proibição pode estimular a migração de apostadores para plataformas clandestinas, que não estão submetidas às mesmas regras e mecanismos de fiscalização previstos para empresas autorizadas.
Segundo Lemos Jorge, as plataformas ilegais não teriam mecanismos voltados ao combate à manipulação de resultados.
A associação sustenta que as empresas que atuavam dentro da regulamentação tinham obrigações e estruturas destinadas ao monitoramento de irregularidades, enquanto os sites clandestinos não estariam sujeitos aos mesmos controles.


