Redução de rotas ameaça isolar municípios do interior e impacta mobilidade de milhares de moradores

O deputado estadual João Luiz fez um alerta na Assembleia Legislativa do Amazonas sobre a suspensão de voos da Azul Linhas Aéreas para municípios do interior do estado. Durante discurso nesta quarta-feira (22), o parlamentar denunciou os impactos diretos da medida e cobrou maior responsabilidade da empresa com a população amazonense.
Segundo ele, a interrupção de rotas já atinge o município de Tabatinga, a cerca de 1.100 quilômetros de Manaus, e pode se estender para outras cidades estratégicas, como Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira.
Denúncia aponta risco de isolamento
O parlamentar destacou que a suspensão dos voos compromete a principal alternativa de deslocamento entre o interior e a capital. Em regiões onde o acesso terrestre é limitado ou inexistente, o transporte aéreo é considerado essencial para mobilidade, atendimento de saúde, comércio e serviços públicos.
A denúncia enfatiza que a redução das operações pode ampliar o isolamento de municípios do Alto Solimões, afetando diretamente centenas de pessoas que dependem dos voos para atividades básicas.
O deputado também alertou que a situação pode se agravar caso outras rotas sejam descontinuadas, ampliando os prejuízos logísticos e sociais no estado.
Pressão política por respostas
Diante do cenário, João Luiz solicitou o apoio da Comissão de Transporte da Assembleia Legislativa para formalizar uma cobrança à companhia aérea. A ideia é construir um documento institucional que pressione por esclarecimentos e medidas que garantam a continuidade dos serviços.
A iniciativa busca reunir argumentos técnicos e políticos para demonstrar o impacto da decisão e exigir mais comprometimento da empresa com os municípios atendidos.
Cancelamentos crescem no país
A denúncia ocorre em meio a um cenário nacional de redução de voos. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil indicam que mais de 2 mil voos programados para maio foram suspensos pelas companhias aéreas no Brasil.
O principal motivo apontado é o aumento do custo do combustível, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, o que encarece o querosene de aviação (QAV) e impacta diretamente a operação das empresas.

