Defensoria Pública da União afirma ter recebido relatos de ameaças e de restrições ao acesso de moradores a áreas de cultivo no Território Indígena Alto Rio Negro, na região de fronteira

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou ao governo federal a adoção de “medidas urgentes” para garantir a segurança de comunidades indígenas no Território Indígena Alto Rio Negro, no Amazonas, região próxima à fronteira com a Colômbia.
Segundo as denúncias recebidas pela DPU, homens identificados pelos moradores como integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) estariam circulando pelas comunidades brasileiras e fazendo ameaças à população.
Denúncias relatam ameaças
De acordo com os relatos apresentados à Defensoria, os homens teriam ocupado áreas utilizadas por famílias indígenas para a subsistência e impedido, por meio de ameaças, que os moradores acessassem suas plantações.
A situação teria provocado medo entre os moradores das comunidades indígenas da região.
Ainda segundo as denúncias, um indígena teria sido levado à força para atuar como guia do grupo durante deslocamentos pela floresta.
DPU pede medidas do governo federal
Diante dos relatos, a Defensoria Pública da União pediu que o governo brasileiro adote providências para reforçar a segurança das comunidades e impedir novas ameaças na região.
O caso envolve uma área considerada estratégica por estar localizada na faixa de fronteira do Amazonas com a Colômbia.
Até o momento, as informações apresentadas são baseadas nas denúncias recebidas pela DPU. Não há, no material apresentado, confirmação independente sobre a identidade dos homens apontados pelos moradores como integrantes das FARC.
A situação deve ser acompanhada pelas autoridades responsáveis pela segurança e proteção dos povos indígenas na região.

