FBI investiga ataque como possível ato terrorista após atirador cometer o fato em área de bares nos EUA;

Um ataque a tiros registrado na madrugada do último domingo (1º) em Austin, capital do Texas, deixou ao menos duas pessoas mortas e outras 14 feridas. Entre os mortos está o próprio atirador, identificado por autoridades como Ndiaga Diagne, de 53 anos, que foi baleado após confronto com policiais.
De acordo com a polícia local, o caso ocorreu por volta das 2h em uma área central conhecida pela intensa vida noturna e frequentada por estudantes universitários.
O suspeito dirigia um SUV e teria circulado o quarteirão diversas vezes antes de iniciar os disparos. Primeiro, atirou de dentro do veículo com uma pistola contra clientes de bares e pedestres. Em seguida, desceu do carro armado com um fuzil e continuou atirando.
Segundo a chefe da polícia de Austin, Lisa Davis, as equipes chegaram ao local apenas 57 segundos após a primeira chamada de emergência.
Ao encontrarem o suspeito apontando uma arma na direção dos agentes, três policiais reagiram e o atingiram. Ele morreu ainda no local.
Dos 14 feridos encaminhados a hospitais da região, ao menos três permanecem em estado grave, conforme informou a corporação. As identidades das vítimas não haviam sido oficialmente divulgadas até a última atualização.
Investigação por possível ato terrorista
O caso passou a ser investigado pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) como um “potencial ato de terrorismo”. O agente especial Alex Doran afirmou, em coletiva, que há indícios relacionados ao suspeito e ao veículo utilizado que podem apontar para motivação ideológica.
Relatórios preliminares indicam que o atirador teria manifestado, em redes sociais, apoio ao regime do Irã e críticas a lideranças de Israel e dos Estados Unidos.
A imprensa internacional também noticiou que ele vestia roupas com a inscrição “Propriedade de Alá” e exibia símbolos associados ao Irã no momento do ataque.
Até o momento, nenhuma organização reivindicou autoria do atentado, e as autoridades afirmam que a motivação oficial ainda não foi confirmada. O Grupo Conjunto de Luta contra o Terrorismo do FBI acompanha as investigações.
O prefeito de Austin, Kirk Watson, agradeceu a rápida atuação das forças de segurança e afirmou que a agilidade no atendimento foi determinante para evitar um número maior de vítimas. As investigações seguem em andamento.

