Segundo as entidades, o trabalhador é quem vai arca com parte desse aumento, o que pode reduzir o poder de compra

Associações, Conselhos Regionais e Federações no Amazonas divulgaram nota contra o aumento da tarifa do transporte coletivo urbano na capital. As entidades manifestaram sua preocupação com o impacto do recente reajuste da tarifa de ônibus realizado pela Prefeitura de Manaus, que elevou o valor do vale-transporte de R$ 4,50 para R$ 6,00 — um aumento de 33,33%.
O que dizem as Associações
Segundo as associações, embora o vale-transporte seja parcialmente custeado pelos empregadores, a Lei nº 7.418/1985 permite o desconto de até 6% do salário base do trabalhador para contribuir com esse custeio. Na prática, isso significa que quem arca com parte expressiva desse aumento é o próprio trabalhador, que terá seu poder de compra reduzido.
Esse reajuste compromete diretamente o consumo das famílias e impacta negativamente a atividade econômica — especialmente no comércio, serviço e indústria da construção, que depende da circulação de renda para manter empregos, vendas e arrecadação. O efeito é em cadeia: menos renda, menos consumo, menos atividade no comércio e nos serviços.
As Associações também ressaltam que reajustes dessa magnitude, sem qualquer escalonamento ou diálogo com os setores produtivos, penalizam duplamente os pilares que sustentam a economia da cidade: as empresas formais e os trabalhadores. Um valor intermediário, como R$ 5,00, poderia ter sido adotado de forma escalonada e com menor impacto social e econômico.
As entidades de classe reiteram o compromisso com o equilíbrio das relações econômicas e defendem que decisões que afetam diretamente a renda da população sejam tomadas com planejamento, responsabilidade e diálogo.

