
A segunda negativa da Polícia Federal à proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro levou a defesa do banqueiro a avaliar uma reação formal à decisão. Os advogados estudam encaminhar uma resposta ao órgão após receberem a comunicação de que não havia interesse na colaboração oferecida pelo empresário.
A recusa foi informada por meio de mensagem eletrônica enviada pela PF aos representantes legais de Vorcaro na última quarta-feira.
Advogados querem registrar posicionamento
Segundo pessoas próximas à defesa, a intenção da resposta não é reverter a decisão da Polícia Federal, mas deixar registrado o entendimento de que a corporação estaria equivocada ao rejeitar a proposta de colaboração.
Nos bastidores, integrantes da equipe jurídica avaliam que o conteúdo apresentado por Vorcaro deveria ser considerado pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Segunda tentativa de acordo é recusada
Esta é a segunda vez que a Polícia Federal rejeita uma proposta de colaboração apresentada pelo banqueiro. Em episódio anterior, ocorrido meses atrás, a comunicação da negativa também foi feita por e-mail.
Na ocasião, a defesa optou por não responder oficialmente à manifestação da corporação. Desta vez, porém, os advogados avaliam adotar uma postura diferente para demonstrar discordância da decisão.
Expectativa se volta para a Procuradoria-Geral da República
Após a nova recusa da PF, a estratégia da defesa passa a concentrar esforços na análise da proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A expectativa é que o órgão avalie os elementos apresentados por Vorcaro e decida sobre a viabilidade de eventual acordo de colaboração, etapa considerada fundamental para o futuro das negociações.
Daniel Vorcaro permanece no centro de investigações conduzidas pelas autoridades federais. Enquanto a Polícia Federal mantém sua posição de não avançar com a proposta apresentada, a defesa aguarda os próximos desdobramentos junto à PGR e acompanha os procedimentos relacionados ao caso.

