Suspeito confessou o crime e teve prisão preventiva decretada pela Justiça.

O que começou como mais um dia de rotina na autarquia de saneamento de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, terminou em tragédia após 15 anos de convivência profissional. Sinésio Omar da Costa Júnior, de 51 anos, foi preso preventivamente após confessar ter matado a tiros seu superior direto, José Wilson de Oliveira, de 60 anos.
O crime ocorreu na última terça-feira (7) e teria sido motivado por um desentendimento administrativo entre os dois.
Desentendimento antecedeu o crime
De acordo com a Polícia Militar, Sinésio teria se recusado a cumprir uma ordem de trabalho e acabou sendo advertido por José Wilson. Após o episódio, horas depois, o suspeito foi até a residência da vítima e efetuou os disparos.
Câmeras de segurança registraram a chegada do suspeito ao imóvel por volta das 16h15. Segundo o Boletim de Ocorrência, após ser atendido no portão, o homem invadiu a casa e atirou contra o chefe.
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Relato da esposa
A esposa da vítima relatou à polícia que, ao ouvir os disparos, correu até a garagem e encontrou o marido caído. Segundo o depoimento, o agressor teria feito uma pergunta antes de fugir.
Após o crime, o suspeito ainda efetuou um disparo para o alto e deixou o local.
Vítima era lembrada como tranquila
Colegas de trabalho do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) relataram choque com a morte de José Wilson, descrito como uma pessoa calma e respeitosa.
O presidente da autarquia, Eduardo de Assis, afirmou que a vítima era conhecida pela postura tranquila e educada no ambiente de trabalho.
Suspeito já tinha histórico de conflitos
Apesar de ser reconhecido como bom operador de máquinas, Sinésio já era monitorado pelo setor de Recursos Humanos por comportamento considerado hostil.
Segundo informações, o suspeito já havia recebido advertências e participado de reuniões administrativas relacionadas à insubordinação. A chefia também apontava o funcionário como alguém com temperamento explosivo.
Prisão e andamento do caso
José Wilson foi sepultado na tarde de quarta-feira (8), sob forte comoção no Cemitério da Saudade. No mesmo dia, a Polícia Militar realizou a prisão em flagrante do suspeito.
Nesta quinta-feira (9), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva, mantendo Sinésio detido enquanto o processo segue em andamento.
A defesa do investigado ainda poderá se manifestar ao longo da investigação.

