Seleção encerra sua participação nas Eliminatórias nesta terça, em El Alto, a mais de 4.100 metros acima do nível do mar

Ainda que não valha em termos de classificação para a Copa, o jogo contra a Bolívia, pelas Eliminatórias, proporcionará para Carlo Ancelotti um momento novo em sua carreira. Pouco acostumado a locais com altitude, o técnico da seleção terá o desafio extra de encarar os mais de 4.100 metros acima do nível do mar de El Alto. Ele reconheceu que o componente irá definir a escalação da equipe para a última rodada das Eliminatórias, nesta terça.
A ideia que tenho é mudar um pouco. Estamos treinando e avaliando o cansaço dos jogadores. E temos que considerar que tem um componente (a altitude). Isso pode mudar a etratégia do jogo, obviamente – contou o técnico, revelando ter buscado informações com quem tem experiência em jogos neste contexto.
Estou buscando informações com os jogadores que já jogaram lá. Não tenho muita experiância nisso. Só uma vez, na Copa de 1986 (México). Mas temos que considerar que a seleção já jogou na altitude muitas vezes. Muitas pessoas que trabalham aqui têm essa experiência: médicos, preparadores físicios, jogadores… Não é novo para a seleção. Pode ser para mim, mas tenho que confiar nas pessoas que têm mais informações do que eu. Então a ideia é mudar a estratégia, sim, e também alguns jogadores.
Um dos que já passaram por essa experiência é muito próximo de Ancelotti: seu filho Davide, técnico do Botafogo (derrotado por 2 a 0 para a LDU, em Quito, pela Libertadores). Os comandante alvinegro passou suas impressões para o pai.
– Eu converso com meu filho todos os dias. Não falamos só de futebol, mas de muitas outras coisas. E sim, ele falou da sua experiência. É uma informação a mais. Mas falamos também com outras pessoas. Jogadores, treinadores… Temos todas as informações necessárias para tentar não se equivocar.
A única mudança certa na equipe que enfrentará a Bolívia é a ausência de Casemiro, suspenso. O treinador elogiou Andrey Santos, que deve ficar com a vaga.

