
Com todas as urnas apuradas, o deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) foi reeleito neste domingo (4), com 118 mil votos, para mais quatro anos na Câmara dos Deputados. O resultado renova o compromisso assumido com o Amazonas e dá continuidade a um mandato que teve na fiscalização, na produtividade legislativa e na independência política alguns dos principais instrumentos para representar a população amazonense em Brasília.
A reeleição encerra um primeiro mandato que teve como objetivo fazer uma política diferente em um estado onde, por décadas, a população se acostumou a ver promessas se repetirem a cada eleição. Amom chegou à Câmara como um dos parlamentares mais jovens do país e transformou demandas recebidas nas ruas, nas redes sociais e durante viagens pelo interior em projetos de lei, fiscalizações, denúncias aos órgãos de controle e recursos destinados diretamente aos serviços públicos.
Para Amom, a votação recebida aumenta a responsabilidade para os próximos quatro anos e abre uma nova etapa do trabalho iniciado em 2023.
“Receber novamente a confiança de milhares de amazonenses aumenta muito a minha responsabilidade. Foram quatro anos de muito trabalho, fiscalização e produção legislativa. Agora começa uma nova etapa: quero transformar cada vez mais esse trabalho em leis aprovadas e em resultados que façam diferença de verdade na vida das pessoas. Meu compromisso continua sendo com o Amazonas, independentemente de quem esteja no governo ou de quem seja oposição.”
Nos quatro anos de mandato, a saúde foi uma das principais prioridades. R$ 170 milhões, dos R$ 220 milhões destinados por meio de emendas, foram direcionados para Manaus e municípios do interior, ajudando a estruturar unidades de saúde, adquirir equipamentos e ambulâncias, ampliar atendimentos e realizar mutirões de cirurgias para reduzir filas do SUS.
Em cidades onde a distância historicamente também significou dificuldade para acessar direitos básicos, os recursos buscaram atender demandas que muitas vezes aguardavam há anos por uma resposta do poder público.
A educação também recebeu investimentos, com recursos destinados à Ufam, UEA e Ifam para estrutura, laboratórios, projetos de extensão, pesquisa e iniciativas de inclusão. As ações alcançaram a capital e municípios do interior, ampliando a estrutura das instituições públicas e as oportunidades oferecidas aos estudantes amazonenses.
No Congresso, Amom construiu um mandato de alta produtividade legislativa sem transformar quantidade em justificativa para gastos maiores. Ao longo dos anos, apareceu entre os parlamentares mais econômicos no uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar e em levantamentos de produtividade relacionados à apresentação de propostas na Câmara.
No segundo mandato, o parlamentar afirma que pretende concentrar esforços não apenas na apresentação de propostas, mas principalmente na articulação necessária para fazê-las avançar no Congresso.
“Eu não quero aprovar projetos só para aumentar uma estatística. Quero aprovar projetos úteis. Projetos que facilitem a vida de quem precisa do BPC, que reduzam burocracias enfrentadas pelas pessoas com deficiência, que melhorem o acesso à água potável no interior e que enfrentem injustiças que fazem parte do cotidiano da população. Se o primeiro mandato mostrou que conseguimos produzir muito, o desafio do segundo é transformar ainda mais essa produção em resultado.”
Parte dessas propostas nasceu de problemas vividos diretamente pela população do Amazonas. Meio ambiente, segurança pública, saúde, educação, direitos das pessoas com deficiência, proteção animal e defesa dos consumidores estiveram entre as áreas que concentraram a atuação legislativa e fiscalizatória.
A defesa das pessoas com deficiência tornou-se uma das marcas do mandato. Projetos apresentados por Amom avançaram em temas como tecnologias assistivas, comunicação alternativa e aumentativa e qualificação de profissionais da educação. Outras propostas buscaram reduzir burocracias enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência.
“Tem gente que passa a vida tendo que provar várias vezes uma deficiência permanente. Isso não faz sentido. Nós trabalhamos em propostas como a Carteira Nacional da Pessoa com Deficiência e em medidas para evitar que uma pessoa tenha que renovar repetidamente um laudo para provar uma condição que não vai desaparecer. Parece uma mudança simples para quem olha de fora, mas significa dignidade e menos burocracia para milhões de famílias.”
No meio ambiente, o deputado cobrou respostas para queimadas, desmatamento, saneamento e irregularidades ambientais, destinou recursos para ações de prevenção e combate aos incêndios e levou denúncias aos órgãos de fiscalização e controle. A atuação também chegou a problemas estruturais de Manaus, como a situação dos aterros sanitários e a precariedade do saneamento.
A fiscalização não ficou restrita aos gabinetes de Brasília. Durante o mandato, Amom esteve em comunidades, municípios do interior e locais denunciados pela própria população. Acionou ministérios, agências reguladoras, órgãos ambientais, Ministérios Públicos e tribunais de contas para cobrar explicações sobre problemas que atingem diretamente o cotidiano dos amazonenses.
Outra escolha feita durante o primeiro mandato foi abrir parte da decisão sobre o orçamento para a própria população. Por meio dos editais participativos de emendas, projetos passaram a disputar recursos com critérios previamente divulgados, análise técnica e participação popular. Foram três edições realizadas ao longo do mandato, transformando a escolha das emendas em um processo mais aberto para organizações e projetos do Amazonas.
A independência política também atravessou os quatro anos de atuação. Amom enfrentou governos e grupos políticos quando considerou necessário, fez oposição a decisões que avaliou prejudiciais ao Amazonas e buscou preservar a liberdade de fiscalizar independentemente de quem estivesse no poder.
“Fiscalização não pode depender de quem é amigo ou adversário. Se está errado, tem que fiscalizar. Se existe dinheiro público envolvido, tem que cobrar. E, se existe uma boa proposta que beneficia o Amazonas, também não importa de qual lado ela veio: eu vou trabalhar para que avance. Quero continuar tendo independência para fazer aquilo que considero certo.”
A nova vitória nas urnas representa o início de uma segunda etapa. Depois de quatro anos construindo experiência dentro do Congresso e ampliando a presença do mandato no Amazonas, Amom retorna à Câmara com o desafio de transformar mais projetos apresentados em leis, ampliar os recursos destinados ao estado e aprofundar uma fiscalização que não faça distinção entre aliados e adversários.
O deputado afirma que o interior terá atenção especial no novo mandato, principalmente em problemas que ainda colocam amazonenses em condições muito diferentes de acesso aos serviços públicos.
“Quando a gente fala de representar o Amazonas, não pode pensar apenas em Manaus. Ainda existem comunidades onde água potável, saúde, comunicação e transporte são desafios cotidianos. Eu quero usar a experiência que acumulamos nesses quatro anos para fazer o mandato chegar cada vez mais longe. O CEP da pessoa não pode determinar quais direitos ela consegue acessar.”
Mais do que renovar uma cadeira na Câmara dos Deputados, a reeleição renova uma responsabilidade: continuar representando quem está longe de Brasília, quem vive no interior, quem espera atendimento na saúde, quem cobra segurança, quem luta por inclusão e quem espera resultados concretos da política.
O primeiro mandato termina com entregas, cobranças e trabalho realizado. O próximo começa com uma responsabilidade ainda maior: fazer mais pelo Amazonas.
Com informações da Assessoria

