
O Amazonas enfrenta uma situação climática “mais grave do que o imaginado”, segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. Durante visita à região de Autazes, o ministro identificou pontos de incêndio em áreas preservadas e de difícil acesso, além de indícios de ação humana para degradar a floresta.
O alerta foi feito em entrevista coletiva na Base Aérea de Manaus, no domingo (11). Nesta segunda-feira (12), a capital amazonense continuava coberta por fumaça provocada pelos incêndios florestais. Segundo o indicador IQAir, Manaus registrou a pior qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo.
Focos de incêndio aumentam 271% no Amazonas
Dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), apontam que o Amazonas registrou 1.380 ocorrências nos primeiros dez dias de outubro de 2026, contra 372 no mesmo período do ano passado.
O aumento corresponde a aproximadamente 271% na comparação anual.
Dos registros contabilizados, 1.186 ocorreram em áreas públicas e 93 em propriedades privadas. O levantamento também identificou ocorrências em diferentes territórios e áreas protegidas:
246 registros em assentamentos federais;
116 em terras indígenas;
97 em unidades de conservação;
174 em áreas associadas ao desmatamento.
Os números reforçam a dimensão do desafio enfrentado pelas equipes de combate ao fogo no estado.
Ministro aponta indícios de ação criminosa
Durante a visita a Autazes, Capobianco afirmou que parte dos incêndios ocorre em locais preservados e de difícil acesso. Segundo ele, há indícios de que ações humanas tenham sido realizadas com o objetivo de degradar o bioma amazônico.

