Com alguns pontos da cidade já apresentando focos de inundação, a prefeitura está adotando ações em conjunto.

Prefeitura de Manaus alinha ações para enfrentar impactos da cheia do rio Negro
Com o nível do rio Negro chegando a 27,99 metros e pontos da cidade já registrando focos de inundação, dez órgãos da Prefeitura de Manaus participaram, nesta quinta-feira (9), de uma reunião no Centro de Cooperação da Cidade (CCC), no bairro Adrianópolis, para alinhar medidas preventivas contra os impactos da cheia, tanto nas áreas urbanas quanto rurais.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), há 42% de chance de o rio atingir os 29 metros e 85% de alcançar 29,43 metros. O recorde histórico da cheia foi de 30,02 metros, registrado em 2021. Mesmo com a redução das chuvas típica do período, ainda são esperadas tempestades com grande volume de água, o que mantém o alerta.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec) e da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), já iniciou ações emergenciais. O subsecretário da Semseg, Gladston Silva, destacou a necessidade do planejamento conjunto:
“A probabilidade de atingirmos a cota de 29 metros é grande. Isso representa uma enchente severa, que já está afetando pessoas em áreas de risco. Por isso, precisamos agir desde já.”
A Defesa Civil está monitorando bairros diariamente e iniciou a construção de 400 metros de pontes no bairro São Jorge, na zona Oeste, primeira área a ser impactada. Segundo o secretário-executivo Lima Júnior, a população pode acionar a Central 199 para registrar ocorrências:
“Esse monitoramento é essencial para garantir o direito de ir e vir das famílias. Já estamos atuando também no bairro Educandos, que está sendo bastante afetado.”
O superintendente do CCC, Sandro Diz, explicou que a iniciativa segue orientação do prefeito para antecipar ações e minimizar os impactos:
“Sabemos que o fenômeno se repete todos os anos, então nossa meta é agir de forma antecipada e coordenada.”
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) também está atenta. A chefe de Vigilância de Desastres, Jocilene Galúcio, informou que há trabalho preventivo em curso para evitar doenças de veiculação hídrica, tétano acidental e acidentes com animais peçonhentos.
“Agimos antes, durante e depois da enchente, em parceria com a rede de abastecimento de água, para evitar contaminação.”
A Secretaria da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) já está prestando auxílio às famílias atingidas, por meio do cadastramento para o recebimento do auxílio-aluguel.
“Estamos dentro das comunidades levantando as necessidades e iniciando o apoio às famílias mais afetadas”, afirmou o gerente do Serviço de Calamidades, Jander Guerreiro.
Além dessas pastas, também participaram da reunião representantes das secretarias de Educação (Semed), Limpeza Urbana (Semulsp), Centro e Comércio Informal (Semacc), Habitação (Semhaf) e Comunicação (Semcom). A próxima etapa será uma inspeção na orla da cidade e a continuidade do monitoramento para avaliar a necessidade de decretar situação de emergência.

