
O professor de jiu-jítsu identificado como Ângelo Carioca, acusado de agredir um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Conjunto Ajuricaba, bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste de Manaus, se pronunciou pela primeira vez nas redes sociais. Em vídeo, ele afirmou que agiu para defender um cachorro que estaria sendo maltratado e alegou que as imagens que circulam na internet foram editadas e não mostram toda a situação.
Professor diz que tentou proteger um animal
No vídeo publicado em suas redes sociais, Ângelo Carioca afirmou que a confusão começou após ele presenciar o adolescente supostamente agredindo um cachorro.
Segundo ele, ao chamar a atenção do jovem, passou a ser ofendido e ameaçado. O professor também alegou que o adolescente teria dito que mataria o animal quando ele deixasse o local.
“Eu agir por emoção, para defender um animal indefeso. Aquilo mexeu com a minha emoção”, declarou.
“Vídeo foi editado”, afirma
O professor também sustentou que as imagens divulgadas nas redes sociais mostram apenas parte da ocorrência.
Segundo sua versão, ele apenas tentou intimidar o adolescente e o contato físico teria acontecido depois que o jovem o atingiu no rosto.
Ainda no pronunciamento, Ângelo afirmou que não teve intenção de machucar o adolescente.
“Eu não queria agredir ele. Se eu quisesse fazer isso, ele não ia ficar nem em pé”, declarou.
Professor questiona informação sobre autismo
Durante o vídeo, Ângelo Carioca afirmou que, no momento da confusão, não sabia que o adolescente seria autista.
Ele disse que o jovem não possuía nenhuma identificação que indicasse a condição e chegou a afirmar que, caso a informação seja verdadeira, a família deveria apresentar um laudo médico.
O professor também declarou que trabalha com crianças, inclusive alunos com necessidades especiais, e pediu desculpas pelo ocorrido, afirmando que “não foi feliz” na situação.
Vídeo gerou novas críticas nas redes sociais
Apesar do pronunciamento, a versão apresentada pelo professor não convenceu boa parte dos internautas.
Nas redes sociais, diversas pessoas afirmaram que, mesmo diante da suspeita de maus-tratos contra um animal, um professor de jiu-jítsu — treinado em técnicas de controle e imobilização — deveria ter utilizado meios proporcionais para conter a situação, sem recorrer às agressões.
Os comentários também destacam que as imagens amplamente compartilhadas mostram momentos em que o homem aparece intimidando, ameaçando e usando força física contra o adolescente, comportamento que, para muitos, não seria compatível com a postura esperada de um profissional das artes marciais.
Até o momento, as autoridades competentes seguem apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.


