
A advogada Giselle Falcone anunciou o adiamento da solenidade de entrega da Medalha do Mérito Jurídico “Ministro Bernardo Cabral”, que ocorreria na próxima segunda-feira (11) na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
A decisão foi comunicada por meio de nota pública divulgada neste fim de semana. Segundo Giselle, o adiamento ocorre em razão da proximidade da votação relacionada ao quinto constitucional da advocacia, marcada para quinta-feira (14).
Na manifestação, a advogada destacou que o momento exige cautela e respeito às regras eleitorais que envolvem o processo interno da advocacia.
“Absoluto respeito às regras eleitorais”
Ao explicar a decisão, Giselle Falcone afirmou que entende ser necessário preservar a igualdade de condições entre os candidatos envolvidos no processo.
“A decisão foi tomada por uma razão muito clara: o processo relacionado ao quinto constitucional da advocacia terá votação no próximo dia 14, e entendo que a advocacia deve ser conduzida com absoluto respeito às regras eleitorais, à igualdade de condições entre os candidatos e à ética institucional que deve orientar toda disputa democrática”, declarou.
A advogada também ressaltou que seria incoerente defender publicamente a legitimidade do processo eleitoral sem adotar postura semelhante em âmbito pessoal.
“Não seria coerente defender publicamente a legitimidade, a lisura e a moralidade do processo eleitoral da advocacia sem agir, pessoalmente, com o mesmo rigor e responsabilidade”, afirmou.
Medalha homenageia ministro Bernardo Cabral
A honraria que seria entregue a Giselle Falcone leva o nome do ministro Bernardo Cabral, um dos principais nomes da advocacia e da política brasileira, além de relator da Constituição Federal de 1988.
Na nota, a advogada disse receber a homenagem com “profunda gratidão” e destacou a relevância histórica e institucional da medalha.
“Recebo a homenagem com profunda gratidão e imenso respeito, sobretudo por carregar o nome do Ministro Bernardo Cabral, símbolo maior da advocacia brasileira e relator da Constituição de 1988”, pontuou.
Prudência durante processo eleitoral
Ainda segundo Giselle Falcone, o adiamento representa uma medida de prudência diante do atual cenário da advocacia amazonense.
“Justamente por reconhecer a dimensão histórica e institucional dessa honraria, considero que este é o momento de agir com prudência, equilíbrio e respeito ao processo eleitoral em curso”, acrescentou.
A advogada também agradeceu à Assembleia Legislativa do Amazonas pela compreensão diante do pedido de adiamento.
Votação do quinto constitucional movimenta advocacia
A disputa envolvendo o quinto constitucional da advocacia tem mobilizado os bastidores jurídicos no Amazonas nas últimas semanas.
O mecanismo constitucional garante à advocacia participação em vagas destinadas aos tribunais, permitindo que integrantes da classe concorram à indicação para compor cortes de Justiça.
A votação prevista para o próximo dia 14 é considerada uma das mais importantes do atual processo interno da advocacia amazonense.

