
O patrimônio declarado por Alessandro Bronze Toniza à Justiça Eleitoral passou de R$ 6.660.000,00, em 2016, para R$ 23.440.559,98, em 2026, uma alta nominal de aproximadamente 252% em dez anos. A comparação consta do cruzamento de declarações do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), período em que Bronze deixou de disputar a vice-prefeitura de Manaus para aparecer como 1º suplente ao Senado pelo Amazonas na chapa do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL).
Na declaração mais recente, além do patrimônio de R$ 23,44 milhões, aparecem R$ 900 mil em dinheiro em espécie e veículos de luxo que, somados, ultrapassam R$ 5,4 milhões. A evolução patrimonial foi analisada pelo Tucumã em conjunto com documentos sobre a atuação empresarial de Bronze no Porto de Manaus, registros societários e um histórico judicial relacionado à administração de empresas ligadas à operação portuária.

Patrimônio e histórico empresarial
Em 2016, quando concorreu ao cargo de vice-prefeito de Manaus, Alessandro Bronze declarou R$ 6,66 milhões em bens. Dez anos depois, a declaração apresentada em 2026 registra R$ 23.440.559,98, diferença nominal de R$ 16.780.559,98 entre os dois pleitos. No mesmo intervalo, também houve mudança na autodeclaração de cor ou raça: de parda, em 2016, para branca, em 2026.
Alessandro Bronze Toniza possui histórico de profunda vinculação com a gestão e o comércio do Porto de Manaus, atuando como administrador de empresas arrendatárias privadas — como a Empresa de Revitalização do Porto de Manaus S/A e a Amazônia Operações Portuárias — contratadas para explorar, administrar e revitalizar o terminal público. Atualmente, mantém sua presença no complexo portuário ao figurar como Presidente da Roadway Centro Comercial S.A. – SPE (Sociedade de Propósito Específico), além de já ter declarado, no pleito de 2016, a posse de R$ 2,5 milhões em quotas da OSS Participações Ltda.
Sua trajetória na administração do terminal portuário também inclui desdobramentos judiciais decorrentes dessa atuação: Bronze enfrentou uma ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal (MPF), na qual teve bens bloqueados pela Justiça Federal devido ao uso irregular de patrimônio da União (como um cais flutuante de cem metros e dois ônibus) para o pagamento de dívidas de empresas privadas em 2005.
Dinheiro em espécie e evolução patrimonial
Na declaração de bens apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o pleito de 2026, Alessandro Bronze Toniza reportou a posse de R$ 900 mil mantidos em dinheiro em espécie (papel-moeda), montante que integra o seu patrimônio total declarado de R$ 23.440.559,98. A manutenção de valores expressivos em cédulas físicas é um ponto que demanda atenção e rigor fiscalizatório por parte dos órgãos de controle para a comprovação da origem lícita dos recursos. Essa quantia em espécie soma-se a um patrimônio composto também por veículos de luxo avaliados em mais de R$ 5,4 milhões, consolidando o crescimento de sua declaração de bens no sistema DivulgaCandContas.


